bênçãos, esperança, , gratidão, vida

On death and dying | crónicas de mortes não anunciadas

O último dia do mês de julho foi de despedida e de tristeza. Despedi-me do meu amigo Phil, inglês que vivia em Portugal há vários anos com a mulher e que me apresentou os livros de Jeffrey Archer. Nesse mesmo dia, em que foi cremado, soube da passagem de outra amiga que conheci no mesmo ano e no mesmo local que o Phil. Esta amiga, a Vera, não sobreviveu a ELA e ELA foi impiedosa até ao último momento.
A dor de ver partir as pessoas de quem gostamos é colossal. Não posso dizer que conhecesse muito bem o Phil e a Vera, mas a sua passagem para um outro plano deixou-me mais pobre. Chorei a sua partida, despedi-me e estou a caminhar em frente. Até há poucos anos, não lidava bem com a morte – simplesmente, não lidava, ponto final. Era como se não existisse. O luto pela morte do meu pai foi feita quase trinta anos depois e jurei que não deixaria mais essa dor viver dentro de mim eternamente. As coisas são para ser vividas e o nascimento e a morte são duas faces da mesma vida. Hoje, despeço-me de quem parte com a certeza de que nos encontraremos um dia, onde quer que seja. E, igualmente, com a certeza, de que onde estão, sabem que os amo e eu sei que estarão a olhar por mim.
Phil, we’ll always have Jeffrey Archer. Verinha, teremos sempre gin&tonic.

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