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Coragem pessoal: como a trabalhar

A drip here,a drop there, conserve water with care.Abril é o mês da prevenção contra os maus tratos na infância. Conheci esta ação quando trabalhei em Aljustrel, com a CPCJ e a autarquia a empenhar-se em pleno trabalho cooperativo para desenvolver atividades e formações para todos os intervenientes da sociedade civil. Assisti a ações inovadoras e criativas e participei em workshops simplesmente fenomenais com a Cristina Nogueira da Fonseca. Aprendi muito.

Os maus tratos na infância – está hoje provado – potenciam os maus tratos na idade adulta. Uma criança que é maltratada nos seus primeiros anos de vida começa a acreditar que as atitudes que têm para com ela são normais, por vezes até que são provas de amor, e vai levar consigo, através da adolescência e até à idade adulta essas crenças enraizadas. Muitas das mulheres que são hoje vítimas de violência doméstica foram crianças negligenciadas, agredidas, abandonadas, esquecidas. Se a mãe a agredia e a amava, então o marido agride-a porque a ama também.

É importante lembrar que maltratar uma criança não é apenas bater: abandonar, não ouvir, não apoiar, esquecer, não amar, não acarinhar, não estar ao seu lado, não a defender, são todas formas de maltratar uma criança. Ou um adulto.

É preciso coragem para abandonar um ciclo de maus tratos, mesmo em adulto. É preciso denunciar. É preciso abandonar o agressor. E é preciso trabalhar a coragem pessoal de forma a que seja possível fazer isto. E como se treina a coragem? É mesmo assim: treinando. É importante começar por coisas simples. Tenho medo de andar de bicicleta. Experimento uma vez e caio. Não quero repetir, mas impulsiono-me a fazê-lo, porque poderei conseguir. Experimento as vezes que forem necessárias até conseguir demolir o medo. Até posso não aprender a andar muito bem, mas aprendi a superar o medo. O meu cérebro reprograma-se, aprende a não ter mais medo.

Que abril seja o mês em que aprendemos a reprogramar o nosso cérebro. Que aprendamos a lutar por um mundo em que as crianças têm o direio de ser felizes, para que possam ser adultos felizes. Que tenhamos a coragem de perdoar quem nos fez mal e seguir em frente, fortalecendo-nos a cada passo na direção da melhor versão de nós mesmos.

Este mês use um laço azul, para marcar esta ação da CPCJ. E se estiver perto de Aljustrel, participe numa das ações da CPCJ local, não vai arrepender-se.

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