3 boas razões para escrever um livro

Yay For Rosé! (2)

Quando cheguei aos 40 anos, sabia que queria mais coisas da vida para além do que fazia profissionalmente. Adoro a minha profissão – a minha missão – mas confesso que não consigo fazer apenas uma coisa na vida. Não gosto de ser multitasker, de fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas preciso de algo que complemente a minha vida profissional. Assim, declarei que até aos 45 anos decidiria fazer algo mais.

A decisão de escrever um livro veio durante um processo de trabalho com a minha coach de Career Redesign, Lourdes Monteiro. Durante esse processo percebi o que poderia fazer, o que poderia dar às pessoas. E parte desse caminho, dessa dádiva, era um livro. A escolha do tema foi simples, pelo menos foi assim que o senti, e versou algo que fazia sentido para mim e cujo tema não estava bem tratado em livro em Portugal.

Existem várias razões para se escrever um livro; estas são apenas algumas.

Gostar de escrever

“Há muita gente que escreve, toda a gente agora julga que é escritor”, ouvi duas colegas minhas dizer. Escrever é uma arte, mas também é um processo, e se nem todos podemos ser Saramago, ou Graham Greene ou Sepúlveda, todos temos o direito de nos expressar através da escrita. Se com isso conseguirmos que algumas (de preferência muitas) pessoas leiam o nosso livro, ainda melhor. E se pudermos ganhar dinheiro com isso, é um bónus que não podemos recusar. Quem gosta de escrever tem o direito de escrever. E de publicar, se assim o desejar. A partir daí, é o destino que dita as regras.

Ter algo para partilhar

Quem escreve, mais do que qualquer outra coisa, partilha algo seu. No meu caso, decidi partilhar algo que me diz respeito, uma questão de saúde – a fibromialgia – e a forma como lido com ela. Escrever serve, também, como catarse e é uma forma muito válida para nos conhecermos melhor.

Fazer algo que ainda não foi feito

Em Portugal existe apenas um livro editado sobre o tema da fibromialgia, quando está estimado que cerca de seis por cento da população sofre com esta doença. O livro que li (o único no mercado) debruçava-se profundamente sobre as limitações que esta doença traz, as dores, o que se perde na vida. Sem menosprezar o sofrimento (nem o meu, nem o das outras pessoas com fibromialgia), decido dar uma perspetiva diferente, mais empoderadora, mais ativa. Fiz o que ainda não tinha sido feito.

E é assim que acredito que todos nós temos, pelo menos, um livro dentro de nós, pronto a ser escrito. Este foi o meu, o primeiro. Outros já se encontram a caminho. E o seu, onde está?

 

 

 

3 thoughts on “3 boas razões para escrever um livro

  1. Lourdes Monteiro says:

    Querida Filomena, admiro muito a sua determinação, foco e capacidade de concretização. O livro que acaba de escrever é adequado a todos, pela fabulosa lição que nos ensina: aprender a respeitar o que o corpo nos transmite por um lado e saber disfrutar das coisas mais simples da vida. Estou muito grata, pelos nossos caminhos se terem cruzado 🙂

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  2. Pedro Silva says:

    Que legal sua decisão! Nunca publiquei um livro (talvez um dia haha), mas já conheci diversos autores que, com força de vontade semelhante, conseguiram ver seus trabalhos nas estantes das livrarias. Abraços!!

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