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Xô, depressão!

Xô, depressão! (2)

O final do ano letivo é sempre, para mim, um momento de cansaço extremo, quase a roçar o esgotamento, o famoso burnout. É-me necessário fazer umas paragens homeopáticas ao longo do ano, mas este ano – quem sabe por estar numa escola nova – não o fiz e, como diz a canção, o corpo é que pagou. E a cabeça. Estou esgotada e sem vontade de fazer o que quer que seja.

Felizmente, a formação pós-graduada que fiz em Psicologia Positiva trouxe-me imensa informação e inúmeras intervenções para que eu possa atuar quando estou neste grau de cansaço e de esgotamento. Assim, eis algumas das ferramentas que uso (e estou a usar neste momento) para descansar corpo, mente e espírito, ao mesmo tempo que retiro da minha vida tudo aquilo que está a mais.

Sim e Não

Dizer sim quando é para dizer sim e não quando é para dizer não: há coisas que me são impossíveis de fazer agora, pelo grau de cansaço e pela falta de tempo, pelo que é imperativo que eu escolha o que quero e tenho que fazer e o que posso deixar para outro momento. Por vezes, implica entregar um documento de trabalho mais tarde. Outras vezes, pode obrigar-me a dizer que não a um convite para um concerto ou um jantar. A cada momento, é-me essencial aferir aquilo a que devo dizer sim e aquilo a que devo dizer não.

Fazer coisas que me ajudam a limpar a cabeça

Apesar do cansaço, o trabalho físico ajuda-me a descansar. Uma das coisas que me ajuda mais a descansar é arrumar gavetas ou armários. Esta semana tem sido fantástico limpar os excessos que se escondem nos armários da cozinha e assim poder beneficiar os que precisam ao fazer doação das coisas de que não preciso à Loja Social.

Dormir uma sesta

Não me lembro, em criança, de fazer sestas, mas desde que vivo no Alentejo as sestas são quase obrigatórias nas tardes de verão. Tento fazê-las curtas, mas as maganas tendem a estender-se até ao final da tarde, quando já está mais fresco. Não me importo, porque bem preciso de dar repouso ao meu cérebro, que trabalha tão afincadamente todo o ano.

Vitaminada é sempre melhor!

Nestas alturas de maior cansaço recorro, frequentemente, a suplementos alimentares. Neste momento, estou a fazer um multivitamínico para cansaço físico e mental, que espero me vá ajudar a suplementar nutricionalmente as minhas necessidades. Uso também alguns dispositivos fitoterapêuticos para ajudar a equilibrar o meu bem-estar, de forma a auxiliar todo o processo.

Meditar, meditar, meditar

Nada como uns minutos de meditação, ou mindfulness, ou atenção à respiração, ou até oração, para voltar àquele espaço de equilíbrio e harmonia que todos nós conhecemos mas do qual tantas vezes nos esquecemos. Bastam alguns minutos e a respiração ajuda-me a centrar-me e a reencontrar o equilíbrio. Por vezes é mais difícil, mas continuo a tentar, até sentir os efeitos.

Acredito que todos temos a chave para nos sentirmos melhor. Por isso, mãos há obra. Com trabalho, tudo se consegue.

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O descanso da guerreira

O descanso da guerreira

Hoje terminou a interrupção letiva de Páscoa. Os meus alunos tiveram duas semanas gloriosas de férias (alguns ainda vão esta semana para França), enquanto eu ocupei a primeira semana com as reuniões de avaliação e a cuidar de um marido com virose e uma casa que precisava urgentemente da minha mão de fada do lar hiper-organizada-a-dar-para-o-exagero. Para além disso, ainda fiz as sessões habituais de ginásio: duas com o meu PT e uma sessão livre de cardio e musculação.

Como se pode imaginar, não cheguei em forma ao final da segunda semana. O meu corpo ansiava por descanso, o meu cérebro só pedia “por favor, senta-te a ler um livro com uma história simples e positiva” e a minha pele gritava “aaaaaaaiiiiiiiii!”. Com a interrupção a terminar, agora, sim, é que eu estava preparada para descansar como deve de ser.

Está provado que as mulheres são peritas em multitasking – quando sabemos que isso não faz bem a ninguém – e que beneficiariam muito de um período de descanso de pelo menos meia hora todos os dias ao chegar a casa depois do trabalho, antes de começarem a outra parte do seu trabalho diário – o doméstico. Em período de “férias”, tempo era o que supostamente não me faltava, mas com o regresso ao trabalho, foi importante começar a preparar esta nova fase de uma forma equilibrada.

A pele, que andava super reativa (apareceu-me acne!) e super desidratada, relembrou-me a necessidade de regressar a um modo simples de cuidar dela. Dos não sei quantos produtos que uso habitualmente, transformei o meu cuidado de pele diário em apenas três momentos e três produtos: limpar (creme de limpeza), tonificar (água de rosas) e hidratar (hidratante nutritivo para peles sensíveis). Tem sido um descanso, sabe-me muito (mas mesmo muito!) bem e a minha pele está amplamente agradecida.

O cérebro, que ansiava por descanso, tem-se deleitado com as leituras de final do dia à janela da sala. A vista não é bonita (acho que os vizinhos do prédio da frente até podem pensar que agora sou voyeur), mas dá-me luz natural para a leitura, vejo as crianças e os vizinhos a entrar e sair e inspiro-me para as minhas histórias. O facto de assistir ao pôr do sol ajuda, também, a preparar-me para a noite, induzindo o sono de forma natural.

O corpo tem beneficiado de exercício natural, com algumas caminhadas curtas ao sol e com as sessões de treino com o PT que me são possíveis. É importante respeitar o meu ritmo e as minhas possibilidades, aferindo, a cada momento, como me sinto e se o cansaço é real ou apenas uma desculpa para não fazer exercício.

A casa está a ser “minimalizada”. O excesso de peças de mobiliário ou de decoração cansam-me e acredito que há quem possa beneficiar daquilo que já não preciso. Estou a vender algumas, a oferecer outras, e sinto-me muito bem com todo este processo (tirando o facto do site onde preciso comprar uma estante estar constantemente em baixo e não me deixar prosseguir com a compra!). A casa quer-se funcional e equilibrada, que me inspire a criar e que não me leve ao ócio depressivo por excesso de conteúdo. Isto tanto se aplica na nossa vida como na nossa casa…

O regresso às aulas já está preparado. Deu-me imenso gozo preparar as tarefas para as aulas, assim como a primeira aula com a minha direção de turma: vamos celebrar a gastronomia francesa, enquanto os colegas estão em Paris. Oui, il y a des croissants e des pains au chocolat!

Por agora… por agora, vou regressar à janela da sala. Quem sabe as histórias que me vai revelar.


Nenhuma marca patrocionou este post; todas as referências a produtos são feitas por minha exclusiva vontade e os produtos foram adquiridos por mim. Só partilho aquilo em que acredito.