bênçãos, felicidade, inverno

11 coisas boas do Inverno

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O Inverno é tempo de frio, de chuva e de ficar em casa. Há quem se sinta mais deprimido nesta estação do ano, mas há tantas coisas boas que o inverno traz que com certeza conseguimos arranjar forma de ser feliz.

A terminar novembro – e como este é o décimo primeiro mês do ano – vamos tentar descobrir onze coisas boas do Inverno para que, naqueles dias mais sombrios, possamos esboçar um sorriso e sentir que vale a pena.

  1. Chocolate quente

    aqui não há mais nada a dizer: é só comprar um bom chocolate para fazer esta deliciosa bebida.

  2. Lareira

    para quem, como eu, não tem uma lareira verdadeira, daquelas onde podemos colocar lenha, felizmente há vídeos no Youtube que podemos colocar na televisão. Não aquece, mas o ambiente fica bem confortável.

  3. Serões em casa com a família

    com o frio lá fora, não apetece sair, por isso há que ser criativo e pensar em atividades para fazer em família, como jogar Monopólio, Scrabble ou Pictionary e fazer uma competição de Karaoke.

  4. Ver a chuva através da janela

    cá em casa, a secretária está mesmo ao lado da janela e é das coisas que mais gozo me dá. Sou uma rapariga de Primavera/Verão, mas vivo o Inverno como deve ser – observar a chuva e andar à chuva bem agasalhada é dos meus passatempos favoritos.

  5. O Natal

    Haverá época melhor do que o Natal? Sem cair em excessos de Black Fridays e de compras desenfreadas, gosto de pensar nas lembranças que vou oferecer aos amigos e familiares e de criar embrulhos bonitos para as ofertas. Gosto de beber mulled wine e de comer Panettone.

  6. Fazer bolos ou biscoitos

    No Verão, não usamos o forno porque está muito calor, mas no Inverno até sabe bem. Muffins, scones, biscoitos, bolachas e bolos podem assumir versões saudáveis nesta época, é só saber procurar bem as receitas. A casa fica a cheirar bem e, para não comermos tudo, podemos partilhar com vizinhos e amigos.

  7. Calçar botas de borracha e chapinhar nas poças de água

    Está provado que as crianças que brincam na rua são mais saudáveis, quer fisica quer mentalmente. O que nos impede de brincar na chuva e voltarmos a ser crianças? Um bom casaco, uma camisola polar e uns botins de borracha são equipamento obrigatório antes de sair para procurar uma boa poça para chapinhar.

  8. Pijamas e meias de peluche

    STOP! Devia ser proibido fazerem pijamas tão bonitos para o Inverno. As meias de peluche e os robes de peluche são uma invenção que merecia um prémio. Aderimos, cá em casa, ao dia do pijama – há um dia na semana em que só vestimos alguma coisa para sair com os cães; depois é pijama o dia inteiro. E que bem que sabe!

  9. Dormir a sesta

    Esta é daquelas coisas que sabe bem em qualquer época do ano, mas quando está frio lá fora não há nada melhor. E não há receitas, toda a gente sabe como fazer.

  10. Ficar no sofá a fazer uma maratona de séries

    Desde que temos Netflix que a nossa vida já não é a mesma. As séries sucedem-se, umas melhores do que outras, sejam históricas, policiais, de época, românticas ou, simplesmente, familiares. O final de tarde de domingo – ou um dia em casa com gripe – fica muito mais apetecível quandoa companhado de alguns episódios de uma boa série. O difícil é escolher.

  11. Ler um livro inteiro

    Não sei porquê, mas esta é uma das minhas preferidas. Não aconselho escolher um romance de quinhentas páginas, mas um bom romance, ou um livro juvenil, é uma belíssima companhia para tardes de ócio em casa. Ou no café. Ou na biblioteca.

Disclaimer: todas as opiniões veiculadas neste artigo são da minha responsabilidade. Não recebi patrocínios de qualquer marca aqui referida. Mas não me importaria nada… 😉

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Utopia|sonhar com o (im)possível

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A palavra utopia aparece no nosso discurso sem que saibamos a sua origem. Quando dizemos que alguma coisa é utópica, significa que é impossível de realizar, de conseguir. Mas a origem da palavra foi inventada por Thomas More, um filósofo e político inglês do século XVI, que a utilizou para dar título à sua obra mais importante. Utopia, na sua obra, é o nome de uma ilha que tem uma sociedade igualitária, onde não há propriedade privada, mas todos os bens são comuns, e onde os cidadãos têm todas as possibilidades para serem felizes.

Ao lermos as descrições de Utopia, é difícil acreditar que esta obra foi escrita há tantos séculos e já nesta altura se sonhava com uma sociedade assim. Parece impossível. Mas será? Desde a escrita deste livro, houve várias tentativas de criar cidades baseadas neste modelo humanista, e algumas conseguiram vingar e manter-se ativas.

Utopia representa aquilo que parece impossível, mas que com o devido empenho é possível alcançar. Com a devida vontade. Porque com trabalho e empenho podemos conseguir o que muitas vezes pensamos ser inalcançável.

Este conceito aplica-se a tudo. A uma sociedade utópica. A uma família utópica. A uma escola utópica. Acredito, cada vez mais, que a utopia só existe dentro da nossa cabeça. Que, com o devido trabalho, tudo se pode construir. Uma sociedade humanista. Uma escola humanista. Crianças e adolescentes mais felizes.

A ilha de utopia podia ser um lugar que não existia. Mas, com o devido empenho, a escola humanista para todos poderá passar de utopia a realidade. E aí, seremos todos muito mais felizes.

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As coisas simples da vida

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Ontem esteve um lindo dia de sol, apesar do frio. Depois de um dia muito atarefado, com imensas viagens de carro para cima e para baixo na cidade, paragens aqui e ali, recados para tantos lugares, cheguei finalmente ao bairro onde vivo. Antes de dar a curva, pensei: quem me dera ter uma varanda; agora ia sentar-me ao sol a beber um cházinho e a ler o meu livro. Assim que estacionei e saí do automóvel, olho para cima e vejo a minha vizinha do primeiro andar. Sentada ao sol. Na varanda. Sorri. As coisas simples da vida são tão boas. Não tenho varanda. Não me sentei ao sol. Mas a alegria da minha vizinha deu-me a mesma sensação de paz e alegria.

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Acreditar | uma questão de honra

A fé salva. Qualquer que seja o ponto de vista, a fé é essencial para uma vida plena e feliz. Fé em Deus, numa força maior que nos ultrapassa, qualquer que seja o nome que lhe chamemos. Essa fé, esse acreditar, é onde vamos buscar forças para os desafios das nossas vidas e onde agradecemos as bênçãos que recebemos diariamente.

A fé também pode matar. Quando falamos nas mortes pela fé, lembramo-nos dos movimentos radicais islâmicos, que são tantas vezes confundidos com a religião muçulmana. Mas mesmo no seio do catolicismo há movimentos radicais, extremistas que, ao tentarem salvaguardar a fé católica conseguem, isso sim, matar a fé no coração dos crentes.

Quando será que chegaremos a um momento em que faremos o que Deus, nas palavras de Seu filho, pediu: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Sem exceções.

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In memoriam



Eu tive uma amiga que acompanhou dez anos da minha vida. Encontrámo-nos quando eu estava prestes a fazer dezanove anos. Acompanhou-me no estudo para os exames de Latim no primeiro ano da Faculdade, tarefa penosa e stressante. Trouxe-me luz na confusão que estava a minha vida. Acolhi-a com amor e uma entrega profunda, que me foi retribuída em cada dia, em cada olhar, em cada beijo ao acordar. Quando me lembro do seu olhar, do seu companheirismo, ainda choro. Às vezes, ainda a sinto por perto e, junto com a tristeza da sua ausência, sorrio e acolho-a.
A Duda era a minha cadela. Morreu envenenada, não sabemos bem como. Esperou eu ir de fim de semana a casa para um último adeus. Ainda lhe fiz reiki, numa tentativa desesperada de salvá-la. Mas ela sabia que não era para ficar, e afastou a minha mão. Morreu alguns dias antes do meu vigésimo nono aniversário.
Tenho saudades da forma como me acolhia quando eu chegava a casa. De como ladrava de felicidade quando a levava a passear de carro. De como adorava café com leite e pão com manteiga. Com ela aprendi a compartilhar, a respeitar, a amar, a cuidar, a assumir responsabilidades. A vida dela marcou dois períodos muito importantes na minha vida: a sua chegada foi durante uma fase de solidão minha, e partiu quando encontrei o Amor. Foi como se soubesse que o seu papel na minha vida estava cumprido. E quando a peça de teatro, que é a vida, termina, há que deixar cair o pano e seguir em frente… para a próxima grande estreia!
Esta semana dissemos adeus à casa onde passei vinte e oito anos da minha vida, dez dos quais com a Duda. Ao despedir-me da casa, despedi-me, igualmente, da sua presença nela, ainda tão forte. Não sei se nos acompanhou para o Alentejo, se ficou para acolher os novos inquilinos ou se, simplesmente, está a brincar no arco-íris até que chegue a hora de nos encontrarmos de novo. Mas o que sei é que a minha vida não seria o que é hoje se ela não tivesse participado nela.

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On death and dying | crónicas de mortes não anunciadas

O último dia do mês de julho foi de despedida e de tristeza. Despedi-me do meu amigo Phil, inglês que vivia em Portugal há vários anos com a mulher e que me apresentou os livros de Jeffrey Archer. Nesse mesmo dia, em que foi cremado, soube da passagem de outra amiga que conheci no mesmo ano e no mesmo local que o Phil. Esta amiga, a Vera, não sobreviveu a ELA e ELA foi impiedosa até ao último momento.
A dor de ver partir as pessoas de quem gostamos é colossal. Não posso dizer que conhecesse muito bem o Phil e a Vera, mas a sua passagem para um outro plano deixou-me mais pobre. Chorei a sua partida, despedi-me e estou a caminhar em frente. Até há poucos anos, não lidava bem com a morte – simplesmente, não lidava, ponto final. Era como se não existisse. O luto pela morte do meu pai foi feita quase trinta anos depois e jurei que não deixaria mais essa dor viver dentro de mim eternamente. As coisas são para ser vividas e o nascimento e a morte são duas faces da mesma vida. Hoje, despeço-me de quem parte com a certeza de que nos encontraremos um dia, onde quer que seja. E, igualmente, com a certeza, de que onde estão, sabem que os amo e eu sei que estarão a olhar por mim.
Phil, we’ll always have Jeffrey Archer. Verinha, teremos sempre gin&tonic.

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44 and counting | celebrar o dom da vida

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Este ano faço 44 anos. Gosto de celebrar o meu aniversário – sempre gostei – e de receber presentes. Mas mais do que receber, gosto muito, mas mesmo muito, de estar com quem gosto e dar um pouco de mim. Gosto de organizar jantares com amigos, oferecer mimos e iguarias aprimoradas por uma vontade de alimentar não apenas os seus estômagos, mas também as suas almas.

Comprei presentes para mim – faço-o sempre, no Natal e no meu aniversário. E, como a minha amiga Carol, decidi que este ano vou estender as celebrações durante um período de tempo que me permita estar com vários amigos, que estão espalhados por várias zonas do país (e do mundo). Ontem, lembrei-me de fazer uma celebração de 44 dias, um para cada ano de vida. Em cada dia, arranjarei forma de celebrar o dom da vida. Simultaneamente, celebrarei 44 dias de pay it forward, isto é, fazer o bem sem olhar a quem. Por cada ano de bênçãos recebidas, farei algo por alguém sem esperar nada em troca. Não irei retribuir o que me foi feito ou dado. Irei, simplesmente, passar ao outro e não ao mesmo, no bom sentido.

Inspirada por esta visão, não posso deixar de lembrar a experiência de gratidão e de paz que vivi há uns anos com os monges budistas da tradição Theravada (os monges da floresta). Orar, meditar, amar e fazer o bem. Daí a escolha desta imagem, de um pequeno monge, em meditação. Porque meditar também é celebrar.