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Don’t you just love the gym?

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Eu não gosto de fazer exercício físico, ponto. Mas gosto de como me faz sentir. Depois de um treino, há em mim uma sensação de força e poder indescritível. Eu fui capaz, eu consegui. Consegui superar o peso que levantava no mês passado. Consigo fazer repetições de um exercício em menos tempo.

Agora que o frio começa a surgir, a vontade para ir ao ginásio começa a ser pouca, mas há que persistir. Eis aqui 7 boas razões para ir ao ginásio

  • faz bem ao corpo: quanto a este ponto, não é preciso dizer mais nada; ajuda a ganhar peso, a perder peso, a perder massa gorda, a ganhar flexibilidade… faz bem, pronto!

  • faz bem à cabeça: fazer exercício implica estar atento ao que fazemos, senão a coisa pode não correr nada bem; potencia, também, a libertação de endorfinas que nos fazem sentir bem.

  • alarga o nosso núcleo de amigos: já fiz uma série de novos conhecimentos no ginásio e conhecer pessoas diferentes do nosso núcleo habitual de amigos é muito bom, pois enriquece a nossa vida.

  • conhecemos novos alimentos: já aprendi e ensinei a usar ingredientes diferentes em batidos, sopas, mixes, e é habitual trocarmos “receitas” entre um exercício e outro. Tudo saudável, claro. Com muito cacau e gengibre!

  • interagimos com pessoas de outras idades: o atleta mais novo do ginásio que frequento deve ter catorze anos e a mais velha tem setenta e dois. Está tudo dito.

  • podemos “abusar” da comida de vez em quando: o facto de saber fazer exercício regular, permite-me poder “pecar” ocasionalmente sem pôr em causa a minha saúde.

bucket list, exercício, gratidão

Reverse Bucket List | contar os desejos já cumpridos

Existe um hábito americano – agora já alastrado pelo planeta inteiro – que consiste em criar uma “bucket list”, isto é, uma lista de coisas que queremos fazer ou experimentar antes de “kick the bucket” (bater as botas). Já escrevi aqui sobre este tema, mas neste momento considero igualmente importante a criação de outra lista,
A “reverse bucket list” não é nada mais nada menos do que uma lista de desejos invertida, ou seja, uma lista de desejos já cumpridos. Ao contrário de fomentar a criação de objetivos e a prossecução de um trabalho efetivo para o cumprimento dos mesmos, esta lista funciona como um bastião de gratidão: focamo-nos nos sonhos que já vimos cumpridos e agradecemos o facto de ter sido possível realizá-los.
A forma de fazê-la é simples, apenas precisamos de:
  • uma folha de papel, um caderno, um diário ou, para os mais digitais, um processador de texto ou mesmo uma app.
  • música ambiente.
  • tempo disponível para estarmos connosco, em meditação com a nossa existência.
  • abertura para a gratidão no coração.
Para o inspirar, pode utilizar este modelo para fazer a sua lista.
Mesmo quem possa pensar que ainda não realizou nenhum dos seus sonhos, acredito que depois de uma profunda reflexão, descobrirá coisas boas pelas quais se sente grato e que merecem estar nesta lista.
Esta lista não é estática; se a deixarmos num local visível, vamos-nos lembrando de outras coisas que podemos acrescentar. Ao fim de algum tempo, será fácil perceber que há tanta coisa que já fizemos, experimentámos, visitámos, pelas quais nos sentimos gratos. Bastou, apenas, começar uma pequena lista.

bem-estar, exercício

Detox e kickbox | pôr o corpo a mexer

O nosso corpo é a nossa casa, o lugar onde tudo acontece. Podemos considerá-lo um templo, uma casa ou um espaço especial, o importante é que reconheçamos que sem ele a funcionar de forma equilibrada não conseguimos ter uma vida bem vivida. Faz parte da tríade da nossa existência: corpo, mente e espírito. Merece ser olhado e tratado com todo o amor e respeito.
Tal como em casa, é necessário ter alguns cuidados para que tudo no nosso corpo funcione bem. Se em casa temos cuidado para não deitar gorduras e restos de comida para as canalizações, no nosso corpo é necessário, também, não enviar demasiadas gorduras e lixo alimentar para as nossas canalizações, as nossas veias. Se limpamos a casa para evitar contaminações e desorganização, também o nosso corpo precisa de estar limpo e arrumado para que nos sintamos bem. Quando, por exemplo, o meu cabelo anda mal tratado, normalmente é em alturas em que ando muito cansada e sei que é porque não tenho andado a cuidar bem de mim.
O nosso corpo é, também, o nosso principal meio de transporte: leva-nos para onde queremos. Quem tem automóvel, sabe que tem de fazer as suas inspeções periódicas e visitas à oficina para o manter operacional. E também sabe que, se não andar com o carro durante algum tempo, o mais provável é que quando for pegar nele de novo ele não funcione. Os automóveis, tal como o nosso corpo, precisa de movimento para se manter operacional, para funcionar. Não precisamos fazer um rali todos os dias, mas precisamos pôr a máquina a mexer. Literalmente.
Não é necessário ter muito dinheiro para cuidar bem do nosso corpo, quer seja em termos de manutenção interna (nutrição), quer externa (cuidados de beleza e exercício). Inspirada na citação que encima este post, aqui estão algumas dicas.
Respeitar o corpo: manter o corpo limpo de sujidade física, mas igualmente de tratamentos indignos para a nossa integridade.
Alimentar o corpo: o corpo é uma máquina orgânica que precisa de combustível – alimentos apropriados a cada estação, a cada momento das nossas vidas. Há momentos para fazer um detox (nada de extremo), outros para dar um mimo mais guloso, mas sempre de forma equilibrada e respeitando as nossas necessidades. Devemos escolher o que ingerimos, mas também o que ouvimos, o que lemos e o que inalamos e aquilo em que escolhemos acreditar. Tudo isso é alimento.
Desafiar o corpo: há dias em que não me apetece mexer, porque a fibromialgia insiste em atacar, mas preciso fazer exercício físico regular. Vou ao ginásio porque não me consigo disciplinar a fazer exercício em casa, mas isso não é obrigatório – a única obrigatoriedade é mexer-me. Quando o corpo já está muito habituado a um tipo de exercício, é necessário mudar, para que ele continue a desafiar-se a si próprio e a evoluir. Tudo respeitando as capacidades que temos, sem magoar, mas também sem nos deixarmos estagnar.
Mover o corpo: dançar, correr, caminhar, fazer ballet, kickboking ou qualquer outra atividade que nos dê gozo é imprescindível. Um corpo em movimento é um corpo vivo, aceso, efervescente. Aqui não há regras sobre a escolha do movimento; a única coisa necessária é o movimento.
Amar o corpo: ao respeitarmos as indicações anteriores, estamos a respeitar o nosso corpo, a amá-lo, a cuidá-lo. Amar o corpo é ouvi-lo, é dar-lhe o que ele necessita em cada momento: movimento, descanso, água, alimento, mimo, abraços, carinho.
O mestre de ioga Iyengar dizia: o nosso corpo é o nosso templo. Mantém-no puro e limpo para que a alma possa residir nele. Não é assim tão difícil. Vamos experimentar?