Psicologia Positiva, Uncategorized

a importância de permitir-se flutuar em águas agitadas

FM_flutuar

Este final de ano (escolar) tem sido um desafio constante à resiliência, à paciência, à mindfulness, à compreensão e à humildade. Não é fácil. Num momento em que todos estão prestes a ferver como água para café, cada desafio, cada novo pedido, cada frase dita com um tom menos doce é suficiente para que a cafeteira ferva e deite por fora. É importante resistir a essa explosão, mas é necessário que este sentimento de explosão eminente esteja bem claro em nós, para que possamos lidar com ele de forma saudável.

Há uns anos atrás, quando fazia um retiro, a pessoa que o dirigia disse algo deste género: quando estamos vivendo uma situação que se assemelha a um furacão, o melhor é entrar de cabeça para dentro dele, pois no meio do furacão – no olho do furacão – tudo está quieto. Esta imagem sempre me tocou, porque me sinto, muitas vezes revolta por furacões que a vida me coloca para eu crescer enquanto pessoa. Saber isto não evita os furacões, mas evita sofrimentos maiores.

Com o passar do tempo, a imagem do furacão foi-se transformando numa imagem mais relacionada com a água: os ventos desorientam-me e a água é o meu elemento quase natural, pois o meu signo solar é um signo de água. Quando as águas estão agitadas, e estamos a nadar, ou num barco, tentamos, furiosamente, escapar dali, lutar contra as marés e contra as correntes. Mas, por vezes, a vida convida-nos a fazer outra coisa. Flutuar. Deixar-se ir à deriva (será que é mesmo à deriva ou haverá um destino maior?).

Neste momento, em que tanta coisa na minha vida profissional me perturba, escolho ir flutuando. Calmamente, ou fervorosamente, ao sabor da corrente. Deixar de lutar, porque não posso evitar o que os outros fazem ou dizem. Mas posso decidir o que eu vou fazer e como o vou fazer. Essa decisão está nas minhas mãos e não abdico dela.

Assim, o meu convite esta semana é que flutuemos; sem raiva, com algum medo natural, mas com a certeza de que essa escolha é da nossa responsabilidade e pode alterar, completamente, o rumo que levávamos antes. E essa é uma aventura incrível!

 

 

Psicologia Positiva, Uncategorized

As palavras que dizemos

FM_as palavras que dizemos

Há alguns dias – não muitos, estava numa aula de Psicologia Positiva com as minhas alunas séniores onde falávamos de amor, de todas as vertentes e demonstrações de amor e sobre o quão importante o amor é para as nossas vidas. Num determinado momento, falávamos sobre como a escolha do que comemos é importante para a nossa saúde e que nem todas as “dietas” são boas para todos, pois há pessoas que conseguem reduzir imenso o peso e outras não. Uma das alunas chamou a atenção que a neurolinguística assenta no valor e na força das palavras no nosso cérebro e que quando dizemos que “perdi 5 quilos” o nosso cérebro vai fazer todos os possíveis para que os voltemos a “encontrar” porque o ser humano parece estar programado para “encontrar” aquilo que “perde”.

Conheço, há bastante tempo, os conceitos da neurolinguística, mas não me lembro de ter pensado nesta questão. Faz todo o sentido, não? Se nos debruçarmos sobre aquilo a que nos referimos como tendo “perdido”, veremos que andamos, ainda, à sua procura: perdi o meu marido (não encontro outro amor, porque ainda procuro aquele), perdi dez quilos (é melhor comer esta fatia de bolo para voltar a encontrá-los), etc. Isto é feito, obviamente, inconscientemente, sem que tenhamos noção do que está a acontecer, mas é importante que estejamos atentos. Essa aluna, por exemplo, quando se refere às oscilações da balança já não diz que perdeu peso (sensação de perda, de sofrimento, pois nascemos para ganhar), mas sim que reduziu, o que já não é tão forte para o nosso cérebro.

Já tinha alterado algumas expressões que usava como “nunca vou ser capaz”, “nunca vou fazer isso” ou “nunca mais”, pois são extremamente limitadoras e vão diminuir as possibilidades de que as coisas boas aconteçam. Agora, vou estar ainda mais atenta ao que digo e como digo. E vou ler sobre o assunto, pois aprender é crescer e ser mais feliz. Assim, é importante ouvir o que dizemos – e como dizemos – para que possamos ampliar ao máximo as possibilidades de felicidade nas nossas vidas. Porque está nas nossas mãos. E nas nossas palavras.

Psicologia Positiva, Uncategorized

A melhor versão de mim mesma

a melhor versão de mim!

As últimas semanas têm sido loucas, quer a nível de trabalho, quer a nível de formação que tenho vindo a fazer. Quase não tenho tido tempo para mais nada, mas guardo sempre uns momentos (longos) para cuidar de mim, senão já sei que o resto não vai funcionar. Às vezes acredito que sou uma super mulher, com super poderes que me permitem fazer tanta coisa que gosto (e outras de que não gosto) quase em simultâneo, e isso traz-me, esta semana, a este post.

Todos nós temos momentos nas nossas vidas em que achamos que estivemos no nosso melhor. Pode ter sido na altura em que estávamos na universidade, pode ser quando fomos promovidos no trabalho, quando tivemos o nosso primeiro filho, entre tantas outras possibilidades.

Qual foi o momento da sua vida em que se sentiu no seu melhor?

Esse sentimento de ser imparável, de ser poderosa, é de extrema importância pois pode funcionar como uma alavanca para potenciar futuros momentos como este e ajudar a resolver momentos em que não se sinta no seu melhor.

Agora pense: quais foram as características que a tornaram simplesmente fantástica naquele momento? O que fez? O que pensou? Como agiu? Em que (ou quem) se inspirou?

Com base nessa reflexão, avalie como foi capaz de usar a sua coragem naquele momento. Sem ela, não teria, com certeza, conseguido.

A sua coragem é capaz de alcançar maravilhas! 

E agora reflita: em novas situações, como seria usar essa coragem para conseguir coisas que ainda não conseguiu? Para enfrentar desafios que se possam cruzar na sua vida? Para resolver um problema atual?

Em cada nova situação, olhar para trás e ver como foi poderosa, pode impulsionar o movimento no sentido de ir além daquilo que julga ser as suas limitações e olhar para as suas potencialidades.

Faça este exercício por escrito. Registe as suas vitórias. Visione as suas potencialidades no futuro. E, claro, seja feliz. Muito feliz. E em cada dia, crie a melhor versão de si mesma.