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Ainda temos quinze dias…

fotografia de Artur Correia
Setembro acabou de chegar e só se fala no final do verão. Apesar de no calendário oficial o outono só iniciar a 21 de setembro, para a maioria das pessoas o final do mês de agosto e, muitas vezes, das férias, marca o final do verão. Deixamos de ir à praia. Começamos a preparar o regresso às aulas dos filhos (ou dos professores). Acabou-se a boa vida.
É muitas vezes, também, nestes dias que arrumamos um qualquer espaço que já nos incomodava de tanta tralha que tinha. Deitamos fora memórias de coisas tristes e, às vezes, de momentos felizes. Decidimos recomeçar, como se estivéssemos no início de um novo ano; estabelecemos novos objetivos, novas metas, sonhamos sonhos ainda não sonhados ou “re-sonhamos” outros que ainda não concretizámos.
O final do verão é, para mim, um momento de nostalgia, mas também um período de recomeço. Este ano, dupla ou triplamente. As mudanças, por vezes, assustam-me, mas os novos projetos desafiam-me a ir além do que já conheço. É um misto de querer ficar e querer avançar. É uma procura pelo equilíbrio possível quando se sonha tanto e se deseja viver tanto. 
Ainda faltam quinze dias para o final do verão; é tempo de viver ao máximo esta estação e prepararmo-nos para a próxima, sempre conscientes do ritmo fluído que o planeta e a Criação nos imprime. Não vale a pena lutar; é muito mais apaixonante deixarmo-nos ir.
Nota: o Artur Correia é um colega de escola que reencontrei graças ao Facebook e que é um fotógrafo simplesmente fabuloso, para além da sua atividade principal como advogado. Permitiu-me usar esta sua fotografia para o artigo, o que agradeço de coração pois, ao contrário do habitual, hoje foi a fotografia que inspirou o texto. Muito grata. 
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Reinvenção numa noite de verão

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Julho é o mês do meu aniversário. Há uns anos atrás, por esta altura, estaria a viver aquilo que um amigo meu, de quem muito gosto, chama de “inferno astral”. Supostamente, o mês anterior e o mês após o nosso aniversário seria um período “infernal” em que tudo nos acontece. A verdade é que quando ele me disse isto, eu, que antes nunca tinha vivido infernos astrais, passei a vivê-los anualmente. Até que um dia, o Nuno me disse “tu estás a viver um inferno astral porque te estás a focar nisso”. Pura verdade. Foi também, nessa altura, que a minha amiga Carol começou a publicar na sua página de Facebook as diversas celebrações do seu aniversário, que começam quase um mês antes e apenas terminam um mês depois do seu aniversário. Ora bolas! Eu também quero um Céu Astral que dure dois meses.

A mudança de perspetiva é de uma importância extrema se queremos ser amplamente felizes. Eu andava perfeitamente o ano inteiro e vivia um mês complicado perto do meu aniversário. Porquê? Porque era isso que eu esperava que acontecesse. Com a mudança de paradigma, agora começo a sonhar, a desenhar e a esperar coisas muito boas na envolvência do mês de julho. Para além de ser o mês do meu aniversário, é o mês sete, é o mês das Noites na Nora, é o mês em que fui pedida em casamento (e aceitei), é o mês em que, finalmente, posso começar a ler mais. O mês de julho é o melhor mês do ano!

No ano em que me mudei para a cidade onde vivo hoje, uma amiga tinha ido assistir ao concerto da Madonna em Lisboa, da digressão The Reinvention Tour, e contou-me que, ao terminar, o palco ficou todo negro e surgiu a frase REINVENT YOURSELF. Ela encarou esta mensagem como sendo um sinal de que estava no momento certo para fazer uma mudança na sua vida. E fê-la.

Ontem, ao ler este post no blogue onde também sou co-autora, a questão da reinvenção, da mudança, do crescimento pessoal através da alteração de padrões conhecidos tocou-me particularmente. Julho é, para mim, um mês de reflexão, de mudança, de crescimento. Muito mais do que o final do ano, esta sim é a altura em que faço balanços e em que me proponho a novos vôos.

Reinventarmo-nos é bom. Ajuda-nos a crescer, a sair do marasmo da vida quotidiana e a ver o mundo com uma perspetiva diferente. É como se mudássemos a lente da nossa câmara fotográfica, pois não nos mudamos apenas a nós, mas também a forma como vemos o que nos rodeia.

Hoje vou reinventar-me. Vou pegar em mim e transformar-me na melhor versão de mim mesma.

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Leituras de Verão 2017

Há livros que nunca li e que estão fielmente depositados nas estantes cá de casa. Alguns, estão cá há pouco tempo, outros há alguns anos e também há um ou outro que já há mais de uma década ganharam cidadania filomenesca.
Por vezes, sinto-me um pouco culpada por comprar livros novos, quando tenho tantos à minha espera mesmo ao meu lado. Mas acredito que cada livro tem um momento certo para ser lido e os que ainda não foram lidos é porque o seu momento ainda não chegou, a mensagem que traz para mim ainda não foi necessária. Este vício de ter livros não lidos – e continuar a comprar – parecia-me algo muito particular meu, até me deparar com este diálogo no livro À Procura de Alaska, de John Greene:
“Já leste todos os livros que tens no teu quarto?”
Alaska, rindo – “Oh, meu Deus, não. Talvez tenha lido um terço deles. Mas vou lê-los todos. Chamo-lhes a minha Biblioteca de Vida. Todos os verões, desde que era pequenina, tenho ido a vendas em segunda mão e compro todos os livros que pareçam interessantes. Por isso, tenho sempre alguma coisa para ler.”
Olhar para os meus livros e chamar-lhes a minha Biblioteca de Vida enche-me o coração e dá a esses livros toda uma dimensão que nem consigo explicar por palavras. Talvez haja um livro que consiga explicar. 🙂
Como disse no último artigo, já fiz algumas compras de leituras de verão. Acredito que consigo ler mais, por isso estou a aguardar até mais perto do meu aniversário para uma compra last minute. Por agora, a lista é eclética e entusiasmante:
Margaret Atwood, The Handmaid’s Tale
Nicola Yoon, The Sun is Also a Star
Deborah Meyler, The Bookstore
Stephen Chbosky, The Perks of Being a Wallflower
Cheryl Strayed, Wild
Ransom Riggs, Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children
Charles Bukowski, The Continual Condition
Os títulos estão em inglês, não porque tenha a mania das grandezas, mas porque vou lê-los mesmo na sua língua de origem. Falta-me um título (ou mais) de literatura infanto-juvenil, que gosto sempre de incluir nas leituras de verão, mas vou pedir emprestado um livro da coleção “Os Cinco” a um jovem leitor do clube de leitura que dinamizo na Biblioteca. Tenho saudades das aventuras que vivia através dos livros da Enid Blyton quando tinha a idade dele. Agora vivo outras, claro, mas aquelas tinham um sabor muito especial.
Por agora é só. Vou pegar no meu livro de cabeceira e ler mais algumas páginas. Estou a ler Quando o Cuco Chama, de Robert Galbraith (pseudónimo da autora J.K. Rowling, a senhora que inventou o Harry Potter) e posso dizer que é tão absorvente como os da saga Potter. Até já. Boas leituras.