Hidratar, hidratar, hidratar

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A minha mãe teve-me quase aos quarenta anos. A gravidez tardia trouxe-lhe um benefício que anda agora a ser provado por estudos: longevidade. Segundo algumas fontes, as mulheres que têm gravidez tardia vivem até mais tarde, e ela é a prova disso. Mais do que o facto de já estar com oitenta e dois anos, tem uma saúde bastante boa e é uma pessoa extremamente ativa.

Mas, como sempre, há um problema. Ela não quer envelhecer. Há uns dias dizia-me: “Sabes, vi ontem a senhora da loja chinesa. Ai, filha, ela tem uma pele tão boa, não tem uma ruga. Deve usar cremes muito bons.” Facto um: a senhora em questão tem, no máximo, cinquenta anos. Facto dois: quem oferece os cremes de rosto à minha mãe sou eu. Facto três: ou descubro a marca que ela usa, ou estou tramada!

A verdade é simples: um bom cuidado com a pele garante que chegamos a velhos com uma pele menos velha. A pele da minha mãe não é a pele de uma octogenária, é a pele de quem bebe muita água, de quem usa protetor solar todos os dias. É a pele de quem se cuida.

Nesta época do ano, em que os pólens, o vento, o sol e a chuva se intercalam numa dança que me deixa louca, é a altura em que mais cuidados temos de ter. O segredo é sempre o mesmo: hidratar, hidratar, hidratar. Beber água. Usar um bom creme hidratante. Usar proteção solar. Apanhar sol (precisamos de vitamina D). Apreciar a vida.

Há poucos dias, mesmo antes do dia da mãe, descobri, por acaso, a marca de produtos usada pela dita senhora chinesa. Claro que o presente de dia da mãe foi mesmo esse. Ontem perguntei à minha mãe: “Então, o creme e o sérum são bons?” O sorriso dela disse-me tudo. É bom vê-la bem, de saúde e feliz.

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O descanso da guerreira

O descanso da guerreira

Hoje terminou a interrupção letiva de Páscoa. Os meus alunos tiveram duas semanas gloriosas de férias (alguns ainda vão esta semana para França), enquanto eu ocupei a primeira semana com as reuniões de avaliação e a cuidar de um marido com virose e uma casa que precisava urgentemente da minha mão de fada do lar hiper-organizada-a-dar-para-o-exagero. Para além disso, ainda fiz as sessões habituais de ginásio: duas com o meu PT e uma sessão livre de cardio e musculação.

Como se pode imaginar, não cheguei em forma ao final da segunda semana. O meu corpo ansiava por descanso, o meu cérebro só pedia “por favor, senta-te a ler um livro com uma história simples e positiva” e a minha pele gritava “aaaaaaaiiiiiiiii!”. Com a interrupção a terminar, agora, sim, é que eu estava preparada para descansar como deve de ser.

Está provado que as mulheres são peritas em multitasking – quando sabemos que isso não faz bem a ninguém – e que beneficiariam muito de um período de descanso de pelo menos meia hora todos os dias ao chegar a casa depois do trabalho, antes de começarem a outra parte do seu trabalho diário – o doméstico. Em período de “férias”, tempo era o que supostamente não me faltava, mas com o regresso ao trabalho, foi importante começar a preparar esta nova fase de uma forma equilibrada.

A pele, que andava super reativa (apareceu-me acne!) e super desidratada, relembrou-me a necessidade de regressar a um modo simples de cuidar dela. Dos não sei quantos produtos que uso habitualmente, transformei o meu cuidado de pele diário em apenas três momentos e três produtos: limpar (creme de limpeza), tonificar (água de rosas) e hidratar (hidratante nutritivo para peles sensíveis). Tem sido um descanso, sabe-me muito (mas mesmo muito!) bem e a minha pele está amplamente agradecida.

O cérebro, que ansiava por descanso, tem-se deleitado com as leituras de final do dia à janela da sala. A vista não é bonita (acho que os vizinhos do prédio da frente até podem pensar que agora sou voyeur), mas dá-me luz natural para a leitura, vejo as crianças e os vizinhos a entrar e sair e inspiro-me para as minhas histórias. O facto de assistir ao pôr do sol ajuda, também, a preparar-me para a noite, induzindo o sono de forma natural.

O corpo tem beneficiado de exercício natural, com algumas caminhadas curtas ao sol e com as sessões de treino com o PT que me são possíveis. É importante respeitar o meu ritmo e as minhas possibilidades, aferindo, a cada momento, como me sinto e se o cansaço é real ou apenas uma desculpa para não fazer exercício.

A casa está a ser “minimalizada”. O excesso de peças de mobiliário ou de decoração cansam-me e acredito que há quem possa beneficiar daquilo que já não preciso. Estou a vender algumas, a oferecer outras, e sinto-me muito bem com todo este processo (tirando o facto do site onde preciso comprar uma estante estar constantemente em baixo e não me deixar prosseguir com a compra!). A casa quer-se funcional e equilibrada, que me inspire a criar e que não me leve ao ócio depressivo por excesso de conteúdo. Isto tanto se aplica na nossa vida como na nossa casa…

O regresso às aulas já está preparado. Deu-me imenso gozo preparar as tarefas para as aulas, assim como a primeira aula com a minha direção de turma: vamos celebrar a gastronomia francesa, enquanto os colegas estão em Paris. Oui, il y a des croissants e des pains au chocolat!

Por agora… por agora, vou regressar à janela da sala. Quem sabe as histórias que me vai revelar.


Nenhuma marca patrocionou este post; todas as referências a produtos são feitas por minha exclusiva vontade e os produtos foram adquiridos por mim. Só partilho aquilo em que acredito.