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Uma vida FREE

uma vida free

Acredito piamente que cada um de nós tem um propósito neste mundo e, mesmo que não saibamos qual é esse propósito, em determinados momentos a vida encarrega-se de nos mostrar qual o caminho a seguir para cumprirmos a nossa missão neste planeta.

Há alguns anos atrás andava obcecada com a ideia de descobrir o meu propósito de vida. Lia tudo o que podia sobre o assunto, fazia meditações guiadas e criativas, estudava, pesquisava… Até que, um belo dia, encontrei esta frase: “mais do que encontrar o propósito da sua vida, o que é importante é viver uma vida com propósito”. A partir desse momento, tudo começou a fazer sentido. E eu descobri o que tinha de fazer: viver uma vida com propósito.

Como professora, um dos meus propósitos é ensinar, ou melhor, partilhar conhecimento. É das coisas que mais gosto de fazer: aprender e ensinar. Assim, acredito que a minha missão neste planeta é ensinar. O quê, não sei. Mas ensino tudo o que me pedem e que eu saiba. E quando não sei, vou aprender, para depois poder partilhar com os outros.

Há umas semanas, uma amiga perguntou-me como fazer para deixar de comer glúten e lactose, pois um médico a tinha aconselhado, mas estava a encontrar muitas dificuldades na escolha dos produtos. Acredito (e esta é a minha opinião) que somos muito mais saudáveis quando não ingerimos lactose nem glúten, especialmente quando temos algumas questões de saúde, como já referi aqui. O açúcar está, também, presente em quase tudo o que comemos, é necessário uma atenção extrema, porque “light” e “diet” não significa com pouco açúcar (sabe que um iogurte pode chegar a ter 12g de açúcar por 100g?). Por isso, a melhor coisa é estar bem informado e fazer escolhas sensatas e saudáveis.

  • alimentos que contém glúten: todos os alimentos (atenção aos processados) que contém trigo, cevada, centeio e malte ou produtos derivados destes ingredientes na sua composição (atenção aos ingredientes “escondidos”, por isso leia muito bem os rótulos)

  • não é por ser ser glúten que é saudável: no mercado já existem substitutos para farinhas e produtos confecionados, mas ter escrito “sem glúten” não é sinónimo de saudável; é bom evitar bases de pizza, bolos, biscoitos, bolachas, pão e outros alimentos processados. Quer pão? Faça-o; como dá trabalho, acaba por comer menos.

  • ingredientes escondidos: supostamente a mostarda não é feita com ingredientes que têm glúten, certo? Errado! Leia bem o rótulo de mostarda, maionese, chocolates, cereais e de tudo o que compra de forma a garantir que não tem vestígios de glúten.

  • lactose free: a mesma coisa se aplica aos produtos sem lactose; não têm lactose, mas têm gordura, hidratos de carbono (açúcares) em excesso e não podem ser consumidos em excesso, tal como os que têm lactose não o devem ser. Contenção é a palavra chave.

  • excesso de açúcar: é muito importante cortar o excesso de açúcar na nossa alimentação. Mais uma vez, é imprescindível ler os rótulos, analisar tudo a fundo e aprender. Se necessário, faça como eu e consulte uma nutricionista, e vai descobrir açúcar escondido onde menos espera (queijo!).

O segredo, ao início, é simples: leia os rótulos com atenção. Com o passar do tempo, vai começar a reconhecer o que tem e o que não tem glúten e lactose, vai começar a descobrir os seus produtos e marcas preferidas e vai ter uma vida alimentar perfeitamente equilibrada, saudável e saborosa. Eu faço uma receita de brownies com uma mistura de farinhas sem glúten feita por mim que os meus amigos adoram e é bem melhor do que a versão com glúten.

Assim, da próxima vez que for ao supermercado, mesmo que não queira tornar-se já gluten/lactose/sugar free, comece a ler os rótulos dos alimentos e comece a analisar o que tem vindo a ser a base da sua alimentação. Atreva-se a mudar. Atreva-se a ser mais saudável. Atreva-se a ser free.

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6 coisas boas para comer na Páscoa

seasonendersale

Adoro comer. Talvez seja um dos meus maiores pecados, o da gula, mas reservo-o para momentos especiais, pois durante o resto do ano tento ao máximo manter uma alimentação equilibrada.

A Páscoa é uma época de celebração do renascimento e a mesa é o centro onde tudo acontece na maior parte das famílias. Algumas iguarias são especiais desta época, e estas são as minhas preferidas.

Chocolate

Faço, habitualmente, um jejum de chocolate durante a Quaresma, pois, mais do que a carne, é um alimento ao qual não resisto. É algo que me custa muito, mas faço-o com alegria. No domingo de Páscoa, o chocolate é o primeiro ingrediente a fazer parte do meu almoço de Páscoa. 70% de cacau (ou mais), sempre, e sem adição de açúcar.

Folar

Há-os de todas a formas e feitios. Tenho a sorte de ter mães de alunos que são umas verdadeiras mestres na arte de confeccionar doces típicos, pelo que nestas alturas compro sempre um folar para marcar a época. É pouco doce, mas sabe tão bem.

Regueifa

Típico de terras do norte, a regueifa que eu prefiro é a não doce, tipo pão. No entanto, cá abaixo só chegam as versões doces, pelo que tenho que me contentar com essas. Quando tenho colegas do norte, encomendo sempre uma regueira simples e como-a toda em dois dias. 🙂 Good times.

Amêndoas

Quando era miúda, lembro-me de comer umas “amêndoas” que não levavam amêndoa, eram só de açúcar, e vendiam-se apenas numa loja. Eram caríssimas. E docíssimas. Agora, prefiro-as, simples, torradas, ou então com cobertura de chocolate negro.

Pão de Deus

Como não posso experimentar a versão americana dos Hot Cross Buns (e não me apetece fazê-los em casa), contento-me com um Pão de Deus (na minha zona chamam-lhe arrufada). É um pão doce com um pouco de côco em cima e que sabe tão, tão bem.

Farturas, Churros e Malaquecos

Esta categoria três em um marca a minha Páscoa, pois é a única altura do ano em que eu me aventuro a comer um churro ou uma fartura. Muita farinha, muita gordura, muito frito,… tudo o que faz mal, mas a canela e o açúcar que colocam por cima dá-lhes um sabor irresistível. Só como um. Prometo.