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Dos conflitos, ou como lidar com eles

FM_Conflitos

A vida é feita de escolhas (um lugar comum). As nossas escolhas definem o nosso caminho e os resultados que alcançamos (outro lugar comum). Em situação de conflito, só posso escolher entre fugir ou lutar. As escolhas podem ser complicadas (serão sempre?).

Há uns dias, encontrei uma amiga que estava a enfrentar uma situação difícil. Tinha acabado de entrar numa situação de conflito com uma pessoa da família e isso deixava-a de rastos. Estava prestes a rebentar, pois achava que tinha feito algo de positivo pela família, mas afinal aquela pessoa achava que o que acontecera não era nada bom e punha em causa, inclusivamente, a estabilidade da família. Acabou por não levar a cabo a ação a que se tinha proposto, pois não quis passar por cima de ninguém (afinal, a prima era a responsável pelos filhos, não ela), sentindo, no entanto, que estava a prejudicar as crianças. Tinha já falado com a prima, pedido desculpa e prometendo que não passaria por cima dela em situações futuras.

Todo este conflito, esta dor, esta revolução, a consumiu durante dois dias. Acabou por me ligar, contando que, afinal, a prima tinha reagido assim porque tinha tido uma má experiência no passado e isso tinha influenciado a sua resposta à ação dela. Afinal havia uma razão. Há sempre uma razão; no entanto, no calor do momento, nenhuma das partes consegue ter clareza para ver para lá do conflito.

É natural que, na vida, haja conflitos. Afinal somos humanos. O que é necessário é que demos tempo para que os conflitos se esclareçam, se vão desabrochando, permitindo ver para além do que está em fervent ebulição no momento. É preciso dar tempo à prima para revelar o que realmente lhe vai na alma e que influenciou a sua reação. É preciso dar-nos tempo para que possamos ver para além da ebulição da prima. As coisas não são meras reações; as reações são apenas respostas a algo que nos acontece, baseadas em acontecimentos passados. Que nos marcaram. Que nos feriram.

Em situações de conflito, há, habitualmente, duas possíveis respostas: ou lutamos, ou fugimos. Que nos permitamos oferecer uma terceira resposta: que abracemos. Que nos permitamos abraçar a dúvida, o medo e a raiva e dançar com eles até que consigamos ver o que está para além do que mostramos e do que nos é mostrado. Para que possamos, verdadeiramente, ser e crescer juntos.

 

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Xô, depressão!

Xô, depressão! (2)

O final do ano letivo é sempre, para mim, um momento de cansaço extremo, quase a roçar o esgotamento, o famoso burnout. É-me necessário fazer umas paragens homeopáticas ao longo do ano, mas este ano – quem sabe por estar numa escola nova – não o fiz e, como diz a canção, o corpo é que pagou. E a cabeça. Estou esgotada e sem vontade de fazer o que quer que seja.

Felizmente, a formação pós-graduada que fiz em Psicologia Positiva trouxe-me imensa informação e inúmeras intervenções para que eu possa atuar quando estou neste grau de cansaço e de esgotamento. Assim, eis algumas das ferramentas que uso (e estou a usar neste momento) para descansar corpo, mente e espírito, ao mesmo tempo que retiro da minha vida tudo aquilo que está a mais.

Sim e Não

Dizer sim quando é para dizer sim e não quando é para dizer não: há coisas que me são impossíveis de fazer agora, pelo grau de cansaço e pela falta de tempo, pelo que é imperativo que eu escolha o que quero e tenho que fazer e o que posso deixar para outro momento. Por vezes, implica entregar um documento de trabalho mais tarde. Outras vezes, pode obrigar-me a dizer que não a um convite para um concerto ou um jantar. A cada momento, é-me essencial aferir aquilo a que devo dizer sim e aquilo a que devo dizer não.

Fazer coisas que me ajudam a limpar a cabeça

Apesar do cansaço, o trabalho físico ajuda-me a descansar. Uma das coisas que me ajuda mais a descansar é arrumar gavetas ou armários. Esta semana tem sido fantástico limpar os excessos que se escondem nos armários da cozinha e assim poder beneficiar os que precisam ao fazer doação das coisas de que não preciso à Loja Social.

Dormir uma sesta

Não me lembro, em criança, de fazer sestas, mas desde que vivo no Alentejo as sestas são quase obrigatórias nas tardes de verão. Tento fazê-las curtas, mas as maganas tendem a estender-se até ao final da tarde, quando já está mais fresco. Não me importo, porque bem preciso de dar repouso ao meu cérebro, que trabalha tão afincadamente todo o ano.

Vitaminada é sempre melhor!

Nestas alturas de maior cansaço recorro, frequentemente, a suplementos alimentares. Neste momento, estou a fazer um multivitamínico para cansaço físico e mental, que espero me vá ajudar a suplementar nutricionalmente as minhas necessidades. Uso também alguns dispositivos fitoterapêuticos para ajudar a equilibrar o meu bem-estar, de forma a auxiliar todo o processo.

Meditar, meditar, meditar

Nada como uns minutos de meditação, ou mindfulness, ou atenção à respiração, ou até oração, para voltar àquele espaço de equilíbrio e harmonia que todos nós conhecemos mas do qual tantas vezes nos esquecemos. Bastam alguns minutos e a respiração ajuda-me a centrar-me e a reencontrar o equilíbrio. Por vezes é mais difícil, mas continuo a tentar, até sentir os efeitos.

Acredito que todos temos a chave para nos sentirmos melhor. Por isso, mãos há obra. Com trabalho, tudo se consegue.