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Abraçar a dor – abraçar a fibromialgia

ABRAÇAR A DOR

O mês de julho, que agora finda, viu nascer uma série de fenómenos fantásticos. O meu nascimento, no dia 20, o eclipse lunar no dia 27 e, entre um e outro, a publicação do meu primeiro livro: Abraçar a Dor.

Este sonho, de que eu já falei aqui, nasceu há algum tempo, mas só este ano ficou pronto para ver a luz do sol. No fundo, trata-se de uma viagem através dos últimos anos, em que fui conhecendo melhor quem sou, o que a fibromialgia é, e como somos as duas juntas.

Ao contrário de alguns autores, preferi olhar para aquilo que posso fazer, ao invés de passar páginas e páginas a lamuriar-me de quão mau é viver com fibromialgia. Há pessoas sem fibromialgia que vivem bem pior do que eu, porque têm depressão, têm outras doenças crónicas, ou, simplesmente, têm medo de viver.

Em nenhum momento menosprezo o sofrimento alheio – nem o meu. Apenas abro uma porta (ou pelo menos uma janela) para uma outra forma de viver com a fibromialgia, numa perspetiva de poder pessoal. Tenho fibromialgia, quanto a isso não tenho qualquer controlo, mas tenho o poder pessoal para vivê-la da melhor forma possível.

Ora isso implica trabalho. Detesto fazer exercício físico, mas trabalho duro no ginásio três vezes por semana. Adoro comer, mas faço uma alimentação que adequei depois de ampla investigação sobre o tema da alimentação na fibromialgia. Durmo as horas necessárias, mas não passo a vida deitada, apesar de haver dias em que não me apetece sair da cama. Não tomo medicamentos “indicados” para a fibromialgia pela medicina convencional (por opção minha), mas faço uma suplementação adequada que me equilibra e me mantém funcional. É fácil? Não. Mas é eficaz.

Partindo das minhas reflexões, escrevi, então, este livro, que pode (e deve) ser lido por quem tem fibromialgia, mas também por quem tem Lupus, Doença de Crohn, ou qualquer outra doença crónica. Deve ser, inclusivamente lido, por quem não tem doença nenhuma, mas que deseja ser mais feliz. Porque dores todos temos, mesmo que não sejam físicas.

O livro está disponivel nas lojas FNAC, Bertrand (neste momento com 10% de desconto), Chiado e WOOK (com 20% de desconto). Se preferir adquirir diretamente à autora e beneficiar de uma dedicatória individualizada, então entre em contacto comigo. Mas atreva-se a lê-lo e a partilhar as suas experiências.

 

 

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3 boas razões para escrever um livro

Yay For Rosé! (2)

Quando cheguei aos 40 anos, sabia que queria mais coisas da vida para além do que fazia profissionalmente. Adoro a minha profissão – a minha missão – mas confesso que não consigo fazer apenas uma coisa na vida. Não gosto de ser multitasker, de fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas preciso de algo que complemente a minha vida profissional. Assim, declarei que até aos 45 anos decidiria fazer algo mais.

A decisão de escrever um livro veio durante um processo de trabalho com a minha coach de Career Redesign, Lourdes Monteiro. Durante esse processo percebi o que poderia fazer, o que poderia dar às pessoas. E parte desse caminho, dessa dádiva, era um livro. A escolha do tema foi simples, pelo menos foi assim que o senti, e versou algo que fazia sentido para mim e cujo tema não estava bem tratado em livro em Portugal.

Existem várias razões para se escrever um livro; estas são apenas algumas.

Gostar de escrever

“Há muita gente que escreve, toda a gente agora julga que é escritor”, ouvi duas colegas minhas dizer. Escrever é uma arte, mas também é um processo, e se nem todos podemos ser Saramago, ou Graham Greene ou Sepúlveda, todos temos o direito de nos expressar através da escrita. Se com isso conseguirmos que algumas (de preferência muitas) pessoas leiam o nosso livro, ainda melhor. E se pudermos ganhar dinheiro com isso, é um bónus que não podemos recusar. Quem gosta de escrever tem o direito de escrever. E de publicar, se assim o desejar. A partir daí, é o destino que dita as regras.

Ter algo para partilhar

Quem escreve, mais do que qualquer outra coisa, partilha algo seu. No meu caso, decidi partilhar algo que me diz respeito, uma questão de saúde – a fibromialgia – e a forma como lido com ela. Escrever serve, também, como catarse e é uma forma muito válida para nos conhecermos melhor.

Fazer algo que ainda não foi feito

Em Portugal existe apenas um livro editado sobre o tema da fibromialgia, quando está estimado que cerca de seis por cento da população sofre com esta doença. O livro que li (o único no mercado) debruçava-se profundamente sobre as limitações que esta doença traz, as dores, o que se perde na vida. Sem menosprezar o sofrimento (nem o meu, nem o das outras pessoas com fibromialgia), decido dar uma perspetiva diferente, mais empoderadora, mais ativa. Fiz o que ainda não tinha sido feito.

E é assim que acredito que todos nós temos, pelo menos, um livro dentro de nós, pronto a ser escrito. Este foi o meu, o primeiro. Outros já se encontram a caminho. E o seu, onde está?

 

 

 

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A melhor versão de mim mesma

a melhor versão de mim!

As últimas semanas têm sido loucas, quer a nível de trabalho, quer a nível de formação que tenho vindo a fazer. Quase não tenho tido tempo para mais nada, mas guardo sempre uns momentos (longos) para cuidar de mim, senão já sei que o resto não vai funcionar. Às vezes acredito que sou uma super mulher, com super poderes que me permitem fazer tanta coisa que gosto (e outras de que não gosto) quase em simultâneo, e isso traz-me, esta semana, a este post.

Todos nós temos momentos nas nossas vidas em que achamos que estivemos no nosso melhor. Pode ter sido na altura em que estávamos na universidade, pode ser quando fomos promovidos no trabalho, quando tivemos o nosso primeiro filho, entre tantas outras possibilidades.

Qual foi o momento da sua vida em que se sentiu no seu melhor?

Esse sentimento de ser imparável, de ser poderosa, é de extrema importância pois pode funcionar como uma alavanca para potenciar futuros momentos como este e ajudar a resolver momentos em que não se sinta no seu melhor.

Agora pense: quais foram as características que a tornaram simplesmente fantástica naquele momento? O que fez? O que pensou? Como agiu? Em que (ou quem) se inspirou?

Com base nessa reflexão, avalie como foi capaz de usar a sua coragem naquele momento. Sem ela, não teria, com certeza, conseguido.

A sua coragem é capaz de alcançar maravilhas! 

E agora reflita: em novas situações, como seria usar essa coragem para conseguir coisas que ainda não conseguiu? Para enfrentar desafios que se possam cruzar na sua vida? Para resolver um problema atual?

Em cada nova situação, olhar para trás e ver como foi poderosa, pode impulsionar o movimento no sentido de ir além daquilo que julga ser as suas limitações e olhar para as suas potencialidades.

Faça este exercício por escrito. Registe as suas vitórias. Visione as suas potencialidades no futuro. E, claro, seja feliz. Muito feliz. E em cada dia, crie a melhor versão de si mesma.

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Profile | Crónicas do Número 28

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Sou seguidora de alguns blogues. Para além de ler livros, gosto de ler coisas escritas por não-escritores, por pessoas como eu que gostam de escrever e partilhar as suas escritas com o público cibernauta. Para além de gostar de ler blogues, gosto muito, mas mesmo muito de escrever. E quando a minha amiga Nélia me convidou para começarmos um projeto juntas, aceitei imediatamente. No dia 1 de janeiro nascia, assim, o Crónicas do Número 28.

O Crónicas – como carinhosamente lhe chamamos – não é um blogue específico. Não fala só de moda, ou de decoração, ou de saúde e bem estar; fala de tudo um pouco, com a certeza de que os conteúdos são temas que nos interessam e que acreditamos fazem falta à população portuguesa. É um blogue feminino, mas que pode muito bem ser lido por e para homens, porque os temas são atuais e transversais.

Dá-me um gozo imenso escrever no Crónicas, como me dá escrever aqui no meu próprio blogue. Não trato de forma diferente um filho biológico e um adotivo: ambos foram escolhas conscientes feitas por mim. E por serem escolhas minhas, quero muito partilhá-las. Porque acredito no trabalho que fazemos e que tentamos divulgar. Visite. Leia. Comente. Partilhe.

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Objetivar o novo ano | listas e mais listas

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Sou uma pessoa de listas. Faço listas de compras, de afazeres diários, de tudo o que possa tornar a minha vida mais fácil e mais objetiva.

Com o início do ano, há o sonho de fazermos coisas novas, de visitarmos lugares nunca antes visitados, de lermos livros sobre os quais ouvimos falar, de ver filmes e séries que nos interessam… Se não registarmos tudo isso, corremos o risco de não fazer nem metade, ou porque nos esquecemos ou porque não dedicámos tempo na nossa agenda para tal (sobre a importância de ter uma agenda, veja este post no Crónicas).

As listas podem ser chatas, mas também podem ser muito interessantes. Podemos tornar algo aborrecido como uma lista de compras numa aventura artística ou, pelo menos, em algo visualmente interessante. E que tipo de listas podemos fazer?

  • Livros que lemos ou que queremos ler

  • Compras (de supermercado)

  • Filmes vistos ou a ver

  • O que nos faz feliz

  • Séries que estamos a seguir ou que queremos ver

  • Viagens a fazer

  • Restaurantes a experimentar

  • Objetivos para o ano, para o mês e para a semana

  • Gratidão

  • Coisas que faria se ganhasse o Euromilhões (esta é inspirada neste livro).

Há muitas listas que podemos fazer, mas a mais importante de todas é a lista daquelas coisas que nos fazem felizes, que nos enchem a alma, e os objetivos de vida e do ano que agora começa. É simples. Só precisamos de papel e canetas, se decidirmos fazer à mão, ou um computador com um processador de texto e/ou um editor gráfico se preferirmos a forma digital. Seja como for, o importante é começar. Se não soubermos como começar, podemos criar a nossa primeira lista: materiais necessários para fazer as minhas listas…

 


a imagem que ilustra este artigo foi retirada do Instragram da Heidi

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One Story a Month | New year, new me, new you

ArturCorreia_ChamadoraTempestades

Acordara naquele dia com vontade de não se levantar. Já tinha lido um livro que a inspirara a fazer algo tão radical como não se levantar da cama durante um ano, mas desistiu da ideia assim que pensou na questão das idas (ou não) à casa de banho. O final do ano deprimia-a. Apetecia-lhe viajar, mas ao mesmo tempo queria ficar em casa. Sonhava estar com os amigos, mas ansiava igualmente pelos momentos solitários no sofá enrolada na manta de pelo sintético. A sua vida era uma canção do António Variações, em que só estava bem onde não estava, e isso não a ajudava a olhar o novo ano que estava quase a chegar com bons augúrios.

Saiu para a rua, vestida numa versão semi fato de treino com alguns apontamentos de casualwear. O dia invernoso convidou-a a parar no café da esquina da rua para beber um chocolate quente com um churro, mil e tal calorias que se lhe alojaram imediatamente na anca calipígias. Olhou de soslaio para o empregado, que coçou a barba comprida com ar guloso enquanto a mirava e tirava um latte fumegante para um qualquer cliente que, com certeza, se aborrecia com a espera e o barulho das conversas dos outros que adornavam o estabelecimento. Era cedo. Mas tão tarde para tanta coisa que gostaria de ter feito nesse ano.

Desceu até ao fundo da rua, onde podia vislumbrar o oceano antracite que ofegava, com as gaivotas que esvoaçavam em círculos, como abutres sobre carne acabada de morrer. Pressentiam a tempestade. Tinha sido um ano duro. Muitas perdas, muitos danos. Dores e dissabores. Amores e paixões sem sentido. Levantou os braços em direção ao céu cinzento debruado com laivos de algodão e gritou. Um grito nú e preenchido com todas as vivências do ano. Detestava o final de ano. Mas decidiu, naquele momento, que o novo ano seria um novo ano, uma nova oportunidade para si e para quem estivesse apto a entrar na sua vida.

Voltou a subir a rua em direção a casa. O barista de barba comprida fumava um cigarro ao lado da porta de serviço do café. Sorriu-lhe. Sorriu-lhe de volta. Feliz Ano Novo.

Este conto encontra-se abrangido por uma licença Creative Commons, ou seja, não pode ser usado sem referência à autora.


A fotografia que inspirou esta história, e que ilustra este post, foi generosamente cedida pelo Artur Correia. Visitem o seu portfólio. Vale a pena.

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