Saúde e Bem Estar, Uncategorized

BURN, BABY, BURN!

FM_BURN

Quem me conhece sabe que não gosto muito de fazer exercício físico. Sou aquilo que se chama preguiçosa. Mas, felizmente, tenho muita força de vontade (às vezes) e consigo arrastar-me até ao ginásio para treinar todas as semanas.

Por ter fibromialgia, pensei que seria impossível treinar a sério, que apenas poderia fazer um cardiozinho para manter-me funcional. Felizmente, há um ano e meio, conheci aquele que seria o meu PT durante seis meses, o Vasco, que me mostrou que se eu trabalhasse no duro ficaria mais saudável, teria menos dores e conseguiria mover-me melhor. Foi um trabalho de equipa maravilhoso que nunca esquecerei e que, graças a esse apoio mais personalizado, me trouxe alterações visíveis ao corpo (descobri – vi! – músculos que pensava não existirem).

Depois veio um período de impasse, pois o meu personal trainer regressou ao Brasil, e senti-me perdida. Como seria agora sem PT? Não tenho garra suficiente para fazer este trabalho sozinha, preciso de alguém que me impulsione.

Acredito no destino. Em Deus. E que Deus coloca as pessoas certas no nosso caminho no momento exacto em que é importante que os encontros aconteçam. E foi assim que, em outubro do ano passado fui experimentar a primeira aula de Burnfit com o meu novo treinador, o João. Foi uma experiência que me deixou derreada mas, simultaneamente, me fez querer dar o meu máximo. E foi assim que me juntei ao grupo de Burnfit da minha terra.

Cada treino é uma experiência única. Mesmo quando os exercícios se repetem de um treino para o outro é sempre uma experiência nova. A cada semana um circuito novo. A cada aula um(a) colega novo(a) que ouve falar do trabalho que fazemos e que se junta a nós. Numa terra onde há tanta oferta para treinar (um dia ainda faço uma lista e divulgo no Facebook, porque é importante que se saiba que no Alentejo não passamos a vida a dormir sestas!), é importante escolhermos o que se adequa melhor a cada um. Finalmente, encontrei a minha praia.

O meu treinador é mais do que meu treinador. É meu amigo. É meu mentor. É meu companheiro de viagens. E também é meu carrasco, quando me incentiva a levantar pesos que nunca pensei conseguir levantar. A minha massa muscular está a melhorar, o que é tão importante para alguém com nanismo e com a consequente hipotonia muscular. A massa gorda continua a diminuir (exceto quando abuso no chocolate e nos folhados de Brinches) e o meu nível de bem estar e os níveis de seratonina estão exponencialmente mais altos. Ou seja, estou (sou!) mais feliz desde que faço Burnfit.

O grupo do Burnfit não é só um grupo de pessoas que treinam juntos (embora, só isso, já seja o suficiente para criar ligações). Apoiamos quem é operado, quem sofre uma lesão, quem emigra, quem imigra, quem não tem coragem de treinar mais, quem passa o tempo da aula a ver-se ao espelho. Apoiamo-nos, sem condições. E somos mais felizes juntos, ai isso somos.

Hoje não há treino porque é Sábado de Aleluia e a cidade está em Festa. Vão ser seis dias duros, de festa, sem treino. Quinta-feira regressamos aos treinos. Aí vai ser mesmo burn,baby burn! Porque não brincamos!

Psicologia Positiva, Uncategorized

As palavras que dizemos

FM_as palavras que dizemos

Há alguns dias – não muitos, estava numa aula de Psicologia Positiva com as minhas alunas séniores onde falávamos de amor, de todas as vertentes e demonstrações de amor e sobre o quão importante o amor é para as nossas vidas. Num determinado momento, falávamos sobre como a escolha do que comemos é importante para a nossa saúde e que nem todas as “dietas” são boas para todos, pois há pessoas que conseguem reduzir imenso o peso e outras não. Uma das alunas chamou a atenção que a neurolinguística assenta no valor e na força das palavras no nosso cérebro e que quando dizemos que “perdi 5 quilos” o nosso cérebro vai fazer todos os possíveis para que os voltemos a “encontrar” porque o ser humano parece estar programado para “encontrar” aquilo que “perde”.

Conheço, há bastante tempo, os conceitos da neurolinguística, mas não me lembro de ter pensado nesta questão. Faz todo o sentido, não? Se nos debruçarmos sobre aquilo a que nos referimos como tendo “perdido”, veremos que andamos, ainda, à sua procura: perdi o meu marido (não encontro outro amor, porque ainda procuro aquele), perdi dez quilos (é melhor comer esta fatia de bolo para voltar a encontrá-los), etc. Isto é feito, obviamente, inconscientemente, sem que tenhamos noção do que está a acontecer, mas é importante que estejamos atentos. Essa aluna, por exemplo, quando se refere às oscilações da balança já não diz que perdeu peso (sensação de perda, de sofrimento, pois nascemos para ganhar), mas sim que reduziu, o que já não é tão forte para o nosso cérebro.

Já tinha alterado algumas expressões que usava como “nunca vou ser capaz”, “nunca vou fazer isso” ou “nunca mais”, pois são extremamente limitadoras e vão diminuir as possibilidades de que as coisas boas aconteçam. Agora, vou estar ainda mais atenta ao que digo e como digo. E vou ler sobre o assunto, pois aprender é crescer e ser mais feliz. Assim, é importante ouvir o que dizemos – e como dizemos – para que possamos ampliar ao máximo as possibilidades de felicidade nas nossas vidas. Porque está nas nossas mãos. E nas nossas palavras.

Emoções, Uncategorized

O amor é assim

FM_amor_assim

Hoje, como todas as segundas feiras, houve aula de Psicologia Positiva na Academia Sénior onde sou professora voluntária. E hoje falámos de amor, porque o mês de fevereiro, goste-se ou não, é um mês onde se fala, respira, compra, vende e só se vê amor por todo o lado.

Uma aluna mostrou o seu desagrado porque atualmente toda a gente fala de amor com a maior naturalidade, chama amor a tudo, enquanto que antigamente o amor era o que um casal sentia um pelo outro. Como o que ela sentia – e ainda sente – pelo homem com quem casou e de quem já se separou.

O amor tem destas coisas. O amor é tudo aquilo que queremos que ele seja: pode ser mau, pode ser bom, pode ser muito mau e pode ser muito bom. Hoje, na aula, falámos de tudo o que o amor nos fez lembrar: dos amigos, dos filhos, dos maridos. Da comida. Sim, porque cozinhar é um ato de amor e quando cozinhamos com amor, esse amor é sentido por quem o come. E se cozinhamos com dor, com aflição, com medo, esse “sabor” vai estar completamente impregnado no prato.

Há uns anos atrás, li um livro e vi um documentário sobre As Mensagens Escondidas na Água, de Masaru Emoto, onde este cientista demonstra que  água exposta a mensagens de amor ou de ódio tem um comportamento diferente, produzindo cristais, quando gelada, que são de uma beleza e brilho fantásticos (com palavras de amor) e que são escuras e baças (quando expostas a palavras de ódio ou raiva). Se o nosso corpo é amplamente composto por água, o que podemos concluir a partir deste estudo?

No seu livro Como Água para Chocolate, Laura Esquível conta uma passagem em que a personagem principal, depois de um desgosto inenarrável, é obrigada a cozinhar para um batalhão de pessoas e fá-lo, mas vertendo lágrimas constantes para a comida. O resultado? Terão que ler o livro, mas prometo que vale a pena e vai fazer-nos repensar o nosso estado de espírito quando cozinhamos. Cada gesto é um ato de amor. E tem que ser visto desta forma, ou acabaremos por perder o contato com a nossa essência e pôr em causa a nossa felicidade e o nosso bem estar.

Amor é isso mesmo. É tudo. É avassalador, é necessário, é essencial para a vida. Fomos feitos, como ser humano, para viver em e com amor. Para amar e ser amado. Cuidar e ser cuidado. Dar e receber. Para viver em comunhão.

O amor é assim. É descobrir, em cada dia da nossa vida, um sinal de amor, uma mostra de amor, uma promessa de amor. E dar, dar muito amor. O amor é daquelas coisas que se multiplica ao ser dado. Sem restrições.

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A luz de Amsterdão: inspirações de uma viajante

A luz de Amsterdão (1)

Amsterdão fica tão perto de minha casa como o Porto. Sim. Para ir ao Porto, faço cerca de dez horas de viagem de automóvel (cinco para cada lado) por estrada nacional e autoestrada, com uma ou duas paragens para descanso e um snack. Em três horas, um vôo da TAP deixou-me em Amsterdão, depois de uma viagem de duas horas de automóvel até Lisboa. Valeu a pena. Viajar vale muito a pena, e é a única coisa que podemos comprar que nos torna, efetivamente, mais ricos.

Até há alguns anos, nunca tinha sonhado visitar os países nórdicos, mas uma visita pedagógica à Suécia num Projeto Comenius da escola onde lecionava deu-me uma perspetiva nova destes países e aguçou-me a vontade de conhecer mais. A Holanda entrou na minha lista logo em primeiro lugar devido às imagens que conhecia de revistas de viagens e da televisão.

A preparação da viagem foi quase nula. Tirando a marcação de vôos, de hotel, de táxi de e para o aeroporto, não preparei mais nada. Não quis saber o que visitar, exceto alguns museus. Com o passar do tempo, tenho-me habituado a deixar que as cidades se desvendem, me mostrem o que querem que eu visite e quero, essencialmente, deixar-me deslumbrar.

O facto de não ter procurado imagens do que poderia visitar fez com que cada encontro, cada visita, cada mudança de rua fosse, nesta viagem, uma oportunidade de me deixar encantar por uma cidade muito cosmopolita, muito aberta, muito acolhedora e que aceita a diferença. Não é uma cidade tolerante: tolerar significa “aguentar” (eu tolero-te, mas não quer dizer que gosto de ti). Amsterdão é uma cidade onde nos sentimos completamente integrados, sejamos quem formos, sejamos como formos. Chegámos logo após à Gay Pride Week e os arco-íris ainda iluminavam as ruas da cidade, assim como uma animação e um fervilhar de gente nas ruas. Mas Amsterdão fervilha sempre, em qualquer altura. E apesar da quantidade de visitantes, nunca me senti assoberbada, ou com um sentimento de claustrofobia, porque não havia excesso de pessoas. Foi perfeito.

Em cinco dias, tive bastante tempo para visitar a cidade velha a fundo e deixar-me apaixonar pelas ruas, os canais e o Amstel, o rio que dá nome à cidade. Deixei-me desconstruir no Museu de Arte Moderna, admirei Rembrandt no Rijksmuseum e absorvi as cores e a loucura de Van Gogh no museu com o seu nome. Conheci a cidade por terra e rio, a pé e de barco Hop On Hop Off, experimentei a gastronomia internacional em cafés, bares e restaurantes que nos apareciam pelo caminho e tive no dedo anelar um anel com diamantes no valor de quatro mil e quinhentos euros (no Museu do Diamante). Enfim, vivi Amsterdão em pleno.

As pessoas de Amsterdão – muitas delas não são autóctones – são acolhedoras e fazem-nos sentir especiais, mas sem falsidade. Tratam bem os turistas. Por duas vezes, fui abordada na rua para me cumprimentarem pelos meus vestidos, de uma forma educada, sorridente, simpática, sem segundas intenções. Só porque sim. E apaixonei-me, ah sim, apaixonei-me pela cidade que sinto como o local ideal para se viver. Terá os seus defeitos, como todas as cidades, mas é um local onde todos somos iguais e temos os mesmos direitos.

Um amigo meu diz que se não vivesse na sua aldeia natal (a qual recusa abandonar, mesmo de férias), o único sítio onde se imaginaria a viver era em Sevilha. Pois eu, se algum dia decidir sair de Portugal, será muito provavelmente em Amsterdão que me vejo a viver. Quem sabe…

 

 

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Uma escola feliz

EscolaFeliz

Quando era criança não gostava da escola. Entrei, cheia de entusismo, com cinco anos para o que se chamava a Escola Primária e lembro-me da primeira coisa que fiz. A professora pediu o lápis preto. Eu procurei nos lápis de cor e mostrei o lápis preto. Não é esse, disse-me, com voz ríspida, é este, e mostrou-me o lápis de carvão. Foi assim que começou um pesadelo de quatro anos.

Quantos de nós não tivemos professores que nos marcaram pela negativa. Eu tive-os, com certeza, mas também tive exemplos que me inspiraram como aluna e também como professora. Lembro-me, principalmente, da professora de Português do sexto ano, que nos incentivou a fazer leitura extensiva, quando na altura ainda não se fazia isso nas escolas. E da professora de Inglês do décimo segundo, que me fez querer muito viajar até Inglaterra e Estados Unidos e – finalmente – inspirou-me a ser professora de Inglês.

A profissão de professor – e a escola – são neste momento alvo de ataques por vezes muito feios. Os professores estão mortos, lia-se na porta da minha escola há uns dias. Os professores estão de férias a maior parte do ano. Os professores têm que. Os professores têm que fazer tudo. A escola tem que fazer tudo. E aqui, pergunto: quem é a escola? Numa reunião escolar há algum tempo atrás, uma representante respondeu a esta pergunta “então, a escola são os professores!”. Resposta errada: a escola somos todos nós.

Há algum tempo falei aqui sobre um livro que revelou um pouco do trabalho que se faz na Escola da Ponte. Esta semana comecei a frequentar uma ação de formação fora do meu horário de trabalho, que foi paga por mim e implica um trabalho sério e profundo, dinamizada por José Pacheco, o professor que “criou” a Escola da Ponte. Em simultâneo, encontro-me a ler um relato sobre a experiência e os projetos de César Bona, um professor espanhol, que foi candidato ao Global Teacher Prize. A escola precisa de mudar, claramente. Mas a escola somos todos nós: os alunos, os professores, o ministério da educação, os pais, os encarregados de educação, os municípios e mesmo toda a comunidade onde cada escola se insere.

A escola onde trabalho – e onde sou feliz – foi convidada a participar num projeto a nível mundial que poderá vir a transformá-la numa comunidade de aprendizagem. Este projeto implica a participação da comunidade – toda a comunidade – em atividades de sala de aula. A tão desejada entrada da comunidade na escola é agora uma realidade, mas que não se concretiza em pleno, porque quando se contactam os voluntários que se ofereceram para participar nas aulas, estes não estão disponíveis. Neste momento, a maioria dos voluntários que se estão a “apresentar ao serviço” são, mais uma vez, os professores, em horas que não estão nos seus horários, para garantir que este projeto, que promete o sucesso educativo, avance em pleno. Porque gostamos dos nossos alunos e queremos que sejam felizes e tenham sucesso escolar.

Os alunos podem gostar da escola e podem ser felizes na escola, é esse o nosso sonho. É para isto que trabalhamos. Acredito que cada um de nós faz o melhor que sabe e de que é capaz em cada momento – digo-o tantas vezes – e, como diz José Pacheco, temos que trabalhar com e não trabalhar contra as pessoas e as instituições para criar uma escola feliz e de sucesso.

Eu sou feliz na escola. Mas acredito que posso ser mais feliz ainda. Por isso, trabalho para isso (ainda há acredite que a felicidade não dá trabalho) e invisto em mim enquanto pessoa e enquanto professora. Porque faço parte da escola. Tal como os meus alunos. Tal como os encarregados de educação dos meus alunos. Tal como o senhor da barbearia e a senhora que me atende no supermercado. Porque todos fazemos parte de algo muito maior. E todos queremos – acredito – que as nossas escolas sejam mais felizes. Mas para isso temos que voltar à escola.

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A melhor versão de mim mesma

a melhor versão de mim!

As últimas semanas têm sido loucas, quer a nível de trabalho, quer a nível de formação que tenho vindo a fazer. Quase não tenho tido tempo para mais nada, mas guardo sempre uns momentos (longos) para cuidar de mim, senão já sei que o resto não vai funcionar. Às vezes acredito que sou uma super mulher, com super poderes que me permitem fazer tanta coisa que gosto (e outras de que não gosto) quase em simultâneo, e isso traz-me, esta semana, a este post.

Todos nós temos momentos nas nossas vidas em que achamos que estivemos no nosso melhor. Pode ter sido na altura em que estávamos na universidade, pode ser quando fomos promovidos no trabalho, quando tivemos o nosso primeiro filho, entre tantas outras possibilidades.

Qual foi o momento da sua vida em que se sentiu no seu melhor?

Esse sentimento de ser imparável, de ser poderosa, é de extrema importância pois pode funcionar como uma alavanca para potenciar futuros momentos como este e ajudar a resolver momentos em que não se sinta no seu melhor.

Agora pense: quais foram as características que a tornaram simplesmente fantástica naquele momento? O que fez? O que pensou? Como agiu? Em que (ou quem) se inspirou?

Com base nessa reflexão, avalie como foi capaz de usar a sua coragem naquele momento. Sem ela, não teria, com certeza, conseguido.

A sua coragem é capaz de alcançar maravilhas! 

E agora reflita: em novas situações, como seria usar essa coragem para conseguir coisas que ainda não conseguiu? Para enfrentar desafios que se possam cruzar na sua vida? Para resolver um problema atual?

Em cada nova situação, olhar para trás e ver como foi poderosa, pode impulsionar o movimento no sentido de ir além daquilo que julga ser as suas limitações e olhar para as suas potencialidades.

Faça este exercício por escrito. Registe as suas vitórias. Visione as suas potencialidades no futuro. E, claro, seja feliz. Muito feliz. E em cada dia, crie a melhor versão de si mesma.