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o poder do medo

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O medo é uma coisa terrível. É inacreditável como algo não palpável, não visível, pode controlar de tal forma a vida de um indivíduo. Como pode afastar a possibilidade de felicidade.

Todos nós começámos a sentir medo na infância, o que é perfeitamente normal. Tivemos medo do escuro, medo das pessoas estranhas, medo de barulhos desconhecidos. Esses medos fazem parte do nosso desenvolvimento e, com o tempo, hopefully, desaparecerão. Também há quem tenha medo de palhaços, de aves ou de insetos e estas fobias podem ser deveras limitadoras nas nossas vidas.

Lembro-me, quando era muito nova, de ter um medo terrível de cães. Nunca fora mordida nem atacada por nenhum, mas como era muito pequena, cada cão parecia-me quase um cavalo e isso assustava-me porque me fazia sentir vulnerável, que poderia ser derrubada ou atacada. Essa sensação de possibilidade de perigo é que me causava medo, não era propriamente o cão.

O medo é algo que se sente quando nos sentimos em perigo. Nem sempre quando sentimos medo estamos, realmente, numa situação de perigo; no entanto, essa é a sensação que temos. Este sentimento é transportado por nós para a vida adulta e pode, por vezes, limitar grandemente a nossa capacidade de crescer e ser feliz.

Há indivíduos que têm sonhos, que desejam ser e fazer uma série de coisas que nunca fazem, nem são, por medo. Há quem sonhe ser cantor, mas nunca vai a um casting por medo de ser rejeitado. Há quem queira mudar de emprego, mas não o faz por medo de não conseguir sustentar-se financeiramente. Há quem queira viajar mas não o faz porque tem medo de andar de avião.

Todos os medos que assolam a humanidade se resumem a dois: medo de ser rejeitado (de não ser amado) e medo de morrer (ou de perder o controlo da vida). Quando o medo se apodera de nós, pode tornar os nossos sonhos impossíveis de alcançar. Mas nós podemos alterar essa perspetiva. Ao analisarmos cada situação a fundo, podemos perceber se o medo é real (se a situação é realmente perigosa) ou se é uma situação que nos coloca “a jeito” de ser rejeitado ou de perder o controlo da vida. Falar em público é mesmo perigoso, ou pode colocar-me em risco de rejeição? Escrever um livro é perigoso, ou apenas coloca a possibilidade de ninguém o comprar e eu me sentir rejeitado?

No livro Feel the Fear and Do It Anyway, Susan Jeffers ensina-nos a reeducar a mente e a assumir uma perspetiva diferente de situações que nos causem medo. Em A Return to Love, Marianne Williamson diz que do que nós temos medo, mesmo, não é de não sermos “adequados”, mas sim de sermos poderosos. Temos medo da nossa luz. Assim, criamos uma “sombra” que nos controla.

Num momento em que o filme Birdcage relata de forma tão visceral o medo do que não se vê, convido cada um de nós a sentir o medo, a reconhecer a sua importância, a medir a sua razão de ser (a sua necessidade) e a agir, apesar dele. O medo já me travou em muitos momentos, mas também já me fez avançar tantas vezes que acredito, piamente, que é realmente poderoso. Basta decidir é qual é o poder que lhe damos.

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Como ser o meu melhor em 2019

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O início de um novo ano é um momento propício a fazer planos, a desenhar sonhos, a criar possibilidades de futuro. É importante fazê-lo, dar asas a esse processo criativo, mas ainda é mais importante levá-lo a cabo.

A maior parte das pessoas que traça objetivos para um novo ano, desiste antes mesmo de começar. É bom sonhar, mas é necessário saber que as coisas não acontecem só porque as desejamos (ou acontecem, como promete a Ronda Byrne?). É necessário manter o foco e levar a cabo as ações necessárias para que as coisas aconteçam. Eu não vou perder 5kg só porque digo que sim. Não vou ganhar 2 milhões na raspadinha se não comprar uma. Não vou começar uma nova relação (amorosa ou de amizade) se não sair para conhecer pessoas.

Em cada início de ano, devemos almejar a ser o nosso melhor nesse ano. Ser melhores do que fomos no ano anterior. Sem stress. Sem angústias. Com propósito.

  1. arriscar: este ano, arrisco mais, sou mais afoita, saio mais da minha zona de conforto, para poder crescer e ganhar asas.
  2. dizer não: este ano, digo não ao que me fere, ao que não me ajuda a crescer, ao que (e a quem) não contribui para o meu bem estar.
  3. dizer sim: este ano, digo sim a novas experiências, a novas amizades, a novas possibilidades; digo sim a mim e aos que eu amo.
  4. poupar: este ano, poupo mensalmente para poder viajar mais, visitar mais, experimentar mais, viver mais; poupo-me de cansaço, de irritações e de tristezas.
  5. investir: este ano, invisto parte do que poupo para poder gerar um maior bem estar no futuro, para que possa, em qualquer altura, adquirir bens que contribuam para o meu bem estar; invisto, também, em mim, para ser mais feliz.

O meu melhor deste ano inspira-se nos meus melhores momentos de anos anteriores, mas reinventa-se, porque a estagnação pode não matar, mas corrói. O seu melhor deste ano ainda está para vir, por isso, mãos à obra. Vamos construir a melhor versão de nós próprios, rumo a um maior bem estar, a um estado de felicidade maior, mais ligada, mais conectada aos outros e ao nosso verdadeiro propósito neste mundo. Feliz ano novo!

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Bucket List: desejos a realizar

BUCKET LIST

No ano passado escrevi este texto, que foi publicado no outro blogue que escrevo em colaboração com a minha amiga e colega Nélia. Por estarmos em junho e por ser uma altura que se coaduna com estes temas, decidi repostá-lo aqui.


Uma bucket list não é nada mais nada menos que uma lista das coisas que gostaríamos de fazer antes de “bater as botas” (em inglês, “kick the bucket”). Assim, é habitual criar bucket lists mais gerais, por exemplo de vida, ou mais a curto prazo (por exemplo uma específica para as coisas que queremos fazer durante o verão ou as férias). Podemos incluir coisas tão específicas como “jantar no restaurante do José Avillez”, ou algo mais genérico como “visitar pelo menos um país em cada um dos cinco continentes”. Cada um de nós tem a capacidade de realizar o que deseja e é importante que o que escrevemos nessa lista seja realmente importante. Não devemos incluir algo só porque mais alguém o incluiu na sua lista. Eu, por exemplo, não tenho nenhum interesse em saltar de paraquedas e essa é uma atividade que surge mencionada em centenas – se não milhares – de listas destas. A sua lista deve ser a SUA lista, e de mais ninguém. Foque-se em si e naquilo que realmente o move.

Não se sente inspirada? Veja o filme The Bucket List, com Jack Nicholson e Morgan Freeman, e inspire-se. Mas não copie. O processo de criação da sua própria lista é simples; basta aceder aos seus sonhos mais íntimos.

Sente-se, com papel e caneta (ou uma versão digital) e faça uma tempestade de ideias: o que gostaria de fazer? Que cidade ou país gostaria de visitar? O que gostaria de experimentar? Que comida gostaria de provar? Que pessoa gostaria de conhecer/ver? O que gostaria de aprender? Que experiência radical gostaria de viver? Há imensas fontes de inspiração na internet, como o Pinterest, onde pode ir buscar ideias.

Seja bem específico: visitar o mundo todo não é específico; visitar dois países em cada continente, é.

Liste apenas aquilo que faz mesmo sentido para si. Aquilo tem mesmo a intenção de fazer, não apenas um desejo muito ténue que não o vai impelir a a gir.

Crie uma lista com uma extensão que não o assuste. 100 coisas podem ser assustadoras; 10 são mais possíveis. E lembre-se que a lista é transformável; pode apagar itens e acrescentar outros, à medida que o tempo passa. Há uns anos atrás, ir à Índia era parte da minha lista; neste momento já não é algo que me excite tanto.

Pode criar listas a curto, médio e longo prazo. Eu gosto de fazer uma Bucket List de férias de verão, mas também tenho uma lista a mais longo prazo. Acho que até está no momento de pegar nela e ver o que quero fazer este ano. Podemos criar listas do género “até aos 40”, “até aos 50”, ou, como disse antes, de férias de verão, ou de ano (por exemplo, para 2018).

Inclua coisas grandiosas, mas também coisas mais simples, como ver o nascer do sol numa praia. E evite coisas que sejam mesmo muito difíceis de conseguir, como, por exemplo, jantar com a rainha de Inglaterra – parece-me muito difícil de realizar (e a si?).

Imprima a sua lista, ou se a escreveu à mão (com letra bonita) recolha a folha, e coloque-a num local bem visível, com um quadradinho à frente onde possa colocar um certo quando realizar cada uma das atividades.

Criar sonhos e realizá-los não é impossível. Implica algum esforço, algum trabalho, mas vale bem a pena. Agora comece. E conte-me quais são os primeiros 3 itens da sua lista.

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Objetivar o novo ano | listas e mais listas

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Sou uma pessoa de listas. Faço listas de compras, de afazeres diários, de tudo o que possa tornar a minha vida mais fácil e mais objetiva.

Com o início do ano, há o sonho de fazermos coisas novas, de visitarmos lugares nunca antes visitados, de lermos livros sobre os quais ouvimos falar, de ver filmes e séries que nos interessam… Se não registarmos tudo isso, corremos o risco de não fazer nem metade, ou porque nos esquecemos ou porque não dedicámos tempo na nossa agenda para tal (sobre a importância de ter uma agenda, veja este post no Crónicas).

As listas podem ser chatas, mas também podem ser muito interessantes. Podemos tornar algo aborrecido como uma lista de compras numa aventura artística ou, pelo menos, em algo visualmente interessante. E que tipo de listas podemos fazer?

  • Livros que lemos ou que queremos ler

  • Compras (de supermercado)

  • Filmes vistos ou a ver

  • O que nos faz feliz

  • Séries que estamos a seguir ou que queremos ver

  • Viagens a fazer

  • Restaurantes a experimentar

  • Objetivos para o ano, para o mês e para a semana

  • Gratidão

  • Coisas que faria se ganhasse o Euromilhões (esta é inspirada neste livro).

Há muitas listas que podemos fazer, mas a mais importante de todas é a lista daquelas coisas que nos fazem felizes, que nos enchem a alma, e os objetivos de vida e do ano que agora começa. É simples. Só precisamos de papel e canetas, se decidirmos fazer à mão, ou um computador com um processador de texto e/ou um editor gráfico se preferirmos a forma digital. Seja como for, o importante é começar. Se não soubermos como começar, podemos criar a nossa primeira lista: materiais necessários para fazer as minhas listas…

 


a imagem que ilustra este artigo foi retirada do Instragram da Heidi

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