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Quarentena | ficar em casa

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Estamos em abril de 2020. Portugal, como o resto do mundo, está debaixo de uma ameaça invisível. O vírus COVID-19, uma espécie nova, para a qual não há vacina nem tratamento, avança como um tsunami sobre a população mundial. Para tentar mitigar o problema, as autoridades pedem apenas uma coisa. Que fiquemos em casa.

Em Portugal, foi apenas há algumas semanas que este pedido para que a população ficasse em casa ou evitasse a todo o custo os contatos sociais foi feito. Em duas ou três semanas, já ouvimos pessoas a queixarem-se que o estado de emergência tem que acabar, que o “pico” já passou, por isso podemos afrouxar o confinamento, ou até voltar à normalidade. Muitas pessoas estão fartas de estar em casa e é-lhes difícil entender que esta medida é essencial para que os números baixem e não soframos muitas baixas.

Não estamos habituados a estar fechados em casa. Felizmente, há muitos anos que não vivemos em guerra nem em opressão. Desde o início do século passado que não sentíamos uma ameaça como esta (com a peste bubónica surgida em 1899) que dizimou milhares de vidas em Portugal. Num mundo em que nos habituámos a ser livres, custa-nos seguir as ordens de quem está a fazer de tudo para que as consequências desta nova peste não dizime mais vidas do que as que não é mesmo possível evitar. É preciso ficar em casa. Estar em casa. Com o companheiro. Com a companheira. Com os filhos. Connosco próprios. Com os nossos medos e os nossos fantasmas.

Este momento é um momento ideal para repensarmos toda a nossa vida. Aquilo que realmente tem valor para nós. Aquilo que é supérfluo. Aquilo que é lixo. Aquilo que é ouro. É altura de fazer escolhas, de ter coragem, de ser resiliente. Aproveitar o tempo. Viver, mesmo que fechados em casa. Porque, afinal, nada nos impede de abrir as janelas.

Que consigamos fazer as melhores opções. E que, quando tudo isto passar, consigamos manter as nossas escolhas, os nossos novos comportamentos, de forma a que o mundo possa tornar-se, também ele, um pouco melhor.

 

 

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Looking back | a agradecer em 2017

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O final do ano é, muitas vezes, uma altura em que nos debruçamos sobre os objetivos para o ano seguinte: o que queremos fazer, o que queremos deixar de fazer, quando queremos ganhar, quem queremos conhecer, para onde sonhamos viajar…

Também acontece olharmos para trás e ver o que correu mal. É habitual ouvir as pessoas dizer: este ano foi terrível porque aconteceu-me isto ou aquilo. Mas dos 365 dias que o ano teve, porque será que nos recordamos mais do que correu mal do que do que correu bem?

É importante neste momento olhar para trás, sem ressentimentos, e contar as bênçãos que tivemos. Para cada coisa que correu menos bem, vamos fazer o possível de nos lembrar de três que correram bem. Por exemplo: não me subiram o ordenado (negativo), mas mantive o meu emprego (positivo), estou efetiva (positivo) e gosto muito dos meus colegas de trabalho (positivo). Há que manter um racio de 3:1 de forma a que consigamos manter-nos positivos.

No final do ano, vamos fazer um exercício. Vamos lembrar – e registar por escrito – 12 coisas que temos a agradecer este ano de 2017. E vamos começar a fazê-lo todos os anos, no nosso diário, num caderno, no computador, onde quer que seja. Mas vamos fazê-lo, para honrar as bênçãos que nos foram dadas neste ano.