Quando a vida te dá limões

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A primavera chegou há quase um mês, mas nem sempre os dias têm sido primaveris. Entrecortados por dias de sol, a chuva continua a marcar a sua presença lá fora, o que pode ser desagradável para quem quem desfrutar de um passeio ao sol, mas é muito positivo para a agricultura e para que todo o ecossistema funcione da forma que deve funcionar. Os limoeiros dos meus vizinhos têm andado carregados de lindos e sumarentos limões e à minha porta têm aparecido sacos cheios daqueles belos frutos amarelos, gritando para que eu os use de formas criativas e deliciosas.

Tal como a natureza, a vida acontece assim: dias muito bons, entrecortados por dias menos bons, dias que preferíamos que não acontecessem. Também cá em casa tem sido assim: num momento de final de período letivo em que estamos assoberbados de trabalho burocrático relacionado com a atribuição de classificações aos alunos, acresceu uma doença inesperada da minha mãe que nos deixou a todos com um sabor amargo na boca. A vida tem destas coisas, mas acredito que as coisas acontecem com uma determinada razão e temos que ser humildes para tentar compreender qual a mensagem que estes acontecimentos nos trazem.

Há a expressão muito comum que diz “quando a vida te dá limões, faz limonada”. Tenho aproveitado esta doença inesperada da minha mãe para passar mais tempo com ela, cozinhar para ela, cuidar dela. Não sou mãe dela, nem o quero ser, nem ela precisa que eu o seja. Preciso apenas de estar mais próxima. Por vezes, com o excesso de trabalho e o acumular de tantas atividades, perdemos o rumo do que realmente importa. É preciso parar e verificar – decidir! – o que realmente importa para nós.

Neste momento, importa-nos que a mãe recupere, que se cuide melhor, que se respeite nos seus limites. Que se ame e se deixe amar pelo que é e não pelo que faz. Que decida o que realmente é importante na sua vida e que deite fora o que já não lhe interessa. Que se permita crescer na sua maior plenitude. E que seja feliz!

Nesta Quaresma, quando a vida me trouxe estes limões, eu fiz limonada. E fui bebê-la com a minha mãe. E vou fazer bolo be limão. E vou comê-lo com os amigos. E vou espremê-los e adicionar gin e tónica. E vou bebê-lo com o meu marido. Porque os limões podem ser azedos, mas, se bem aproveitados, ensinam-nos a tornar a vida melhor.

Abraçar@ | as minhas viagens

Quando sonhei escrever o Abraçar a Dor, sonhei, obviamente, apresentá-lo em vários locais. A terra que me viu nascer fazia todo o sentido e a terra que me acolhe atualmente também, até porque há muita história que as une (mas esse será tema para outro artigo aqui no blogue).

Desde que o livro foi publicado, tive a sorte de receber feedback de vários leitores que ou se identificaram comigo porque têm fibromialgia, ou também têm desafios nas suas vidas ou, simplesmente, que gostam de mim e apoiam o meu trabalho. Uma das minhas leitoras, muito querida, até sugeriu algumas revisões de texto, o que muito lhe agradeço, porque desde que sejam construtivas, todas as opiniões são bem recebidas por mim.

Divulgo na minha página, no separador livros, os locais onde estive e/ou onde estarei, os que ainda estão em preparação e os que já estão confirmados. Eis as aventuras de 2018.

ABRAÇAR@ SERPA LOVERS

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Este espaço, em Serpa, é-me muito especial. Pode ter sido, inicialmente, pelo facto da Vera ser mãe de um aluno meu, mas passou a ser porque a Vera é a Vera. É um espçao bonito, acolhedor, elegante, saudável e cheio de histórias e de amor para partilhar. A convite da Vera, foi ali que se deu o pontapé de saída para a tour Abraçar@. Tive o grato prazer de ter alunos, amigos, colegas e até (des)conhecidos comigo numa tertúlia que avançou pela tarde e nos encheu, a todos, os corações. Houve visitas surpresa e muito amor conversado e partilhado. Foi, de coração, o melhor kick-off que poderia ter tido.

ABRAÇAR @ BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SERPA

A Biblioteca Municipal de Serpa é uma casa para mim. Durante alguns anos ajudei a dinamizar um Clube de Leitura e, apesar de não fazer visitas muito frequentes (porque ainda considero que comprar livros me é essencial), continuo a sentir-me em casa quando lá estou, por isso, quando o convite surgiu, aceitei de imediato. Foi uma apresentação com a presença, mais uma vez, de pessoas a quem quero bem e que me querem bem. Mais do que vender livros, quero partilhar histórias e saberes. E sabores. E tem sido isso mesmo que temos feito nas sessões Abraçar@.

2018 foi um ano em grande: cheio de trabalho, mas também cheio de alegrias e de partilhas. Que 2019 seja assim e muito mais! Que os abraços se multipliquem e ajudem a fazer as pessoas felizes!

 

 

 

 

o poder do medo

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O medo é uma coisa terrível. É inacreditável como algo não palpável, não visível, pode controlar de tal forma a vida de um indivíduo. Como pode afastar a possibilidade de felicidade.

Todos nós começámos a sentir medo na infância, o que é perfeitamente normal. Tivemos medo do escuro, medo das pessoas estranhas, medo de barulhos desconhecidos. Esses medos fazem parte do nosso desenvolvimento e, com o tempo, hopefully, desaparecerão. Também há quem tenha medo de palhaços, de aves ou de insetos e estas fobias podem ser deveras limitadoras nas nossas vidas.

Lembro-me, quando era muito nova, de ter um medo terrível de cães. Nunca fora mordida nem atacada por nenhum, mas como era muito pequena, cada cão parecia-me quase um cavalo e isso assustava-me porque me fazia sentir vulnerável, que poderia ser derrubada ou atacada. Essa sensação de possibilidade de perigo é que me causava medo, não era propriamente o cão.

O medo é algo que se sente quando nos sentimos em perigo. Nem sempre quando sentimos medo estamos, realmente, numa situação de perigo; no entanto, essa é a sensação que temos. Este sentimento é transportado por nós para a vida adulta e pode, por vezes, limitar grandemente a nossa capacidade de crescer e ser feliz.

Há indivíduos que têm sonhos, que desejam ser e fazer uma série de coisas que nunca fazem, nem são, por medo. Há quem sonhe ser cantor, mas nunca vai a um casting por medo de ser rejeitado. Há quem queira mudar de emprego, mas não o faz por medo de não conseguir sustentar-se financeiramente. Há quem queira viajar mas não o faz porque tem medo de andar de avião.

Todos os medos que assolam a humanidade se resumem a dois: medo de ser rejeitado (de não ser amado) e medo de morrer (ou de perder o controlo da vida). Quando o medo se apodera de nós, pode tornar os nossos sonhos impossíveis de alcançar. Mas nós podemos alterar essa perspetiva. Ao analisarmos cada situação a fundo, podemos perceber se o medo é real (se a situação é realmente perigosa) ou se é uma situação que nos coloca “a jeito” de ser rejeitado ou de perder o controlo da vida. Falar em público é mesmo perigoso, ou pode colocar-me em risco de rejeição? Escrever um livro é perigoso, ou apenas coloca a possibilidade de ninguém o comprar e eu me sentir rejeitado?

No livro Feel the Fear and Do It Anyway, Susan Jeffers ensina-nos a reeducar a mente e a assumir uma perspetiva diferente de situações que nos causem medo. Em A Return to Love, Marianne Williamson diz que do que nós temos medo, mesmo, não é de não sermos “adequados”, mas sim de sermos poderosos. Temos medo da nossa luz. Assim, criamos uma “sombra” que nos controla.

Num momento em que o filme Birdcage relata de forma tão visceral o medo do que não se vê, convido cada um de nós a sentir o medo, a reconhecer a sua importância, a medir a sua razão de ser (a sua necessidade) e a agir, apesar dele. O medo já me travou em muitos momentos, mas também já me fez avançar tantas vezes que acredito, piamente, que é realmente poderoso. Basta decidir é qual é o poder que lhe damos.

Fazer refresh | quando é preciso agir em grande

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Há uns anos atrás, ao sair do Mestrado Executivo em Psicologia Positiva, do ISCSP-UL, criei um projeto dirigido aos cerca de 400 portadores de nanismo em Portugal. Chamava-se Agir em Grande e pretendia criar uma fonte de informação e de troca de partilhas entre as pessoas que, como eu, vivem com o facto de ser de baixa estatura.

Nessa altura, ao tentar contactar o máximo de pessoas possível com esta característica física, deparei-me com o triste facto que apenas 8 pessoas, das tantas contactadas diretamente, acederam a responder ao inquérito. O projeto, que tinha como objetivo servir esta comunidade, morreu à nascença. Percebi que havia pessoas que não queriam encontrar-se com outras iguais a si. Que não queriam crescer e evoluir. As respostas ao questionário que apliquei eram, na sua maioria, de alguém que não se sentia bem no seu isolamento mas que também não estava a querer sair daquele espaço.

Acredito que todos temos uma missão, um propósito. Cada um de nós carrega, em si, o dom de ser feliz, como diz a canção. Li, em tempos, uma frase, quando buscava incessantemente o meu propósito de vida, que dizia que mais importante do que andar constantemente (e cansativamente) em busca de um propósito de vida, o que é realmente importante é viver uma vida com propósito. Acredito que trago comigo o propósito de incentivar ao bem-estar e à felicidade. Em cada dia, em cada espaço onde entro, com todas as pessoas com quem me relaciono.

O projeto Agir em Grande, da forma como nasceu, transformou-se. Carreguei no botão refresh e tornei a expressão que dava nome ao projeto um lema de vida. Apesar de ser de baixa estatura, só acredito em fazer as coisas em grande. Não ando a brincar de viver. Prefiro viver e brincar.

Hoje, recomeça o meu projeto, o projeto Filomena Mourinho. Quem eu sou. A pessoa, a professora, a formadora, a voluntária, a atriz amadora, a aprendiz de cantora, a autora, a leitora voraz. E recomeça em grande. Porque a vida é uma bênção demasiado valiosa para ser vivida em versão mini.

Um Rasto de Alfazema | Filomena Marona Beja

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Este foi o primeiro livro de Filomena Marona Beja – que partilha o nome comigo – que alguma vez li. Numa ida à Biblioteca Municipal, a capa chamou-me a atenção e o nome da autora, confesso, também: as Filomenas devem ler as Filomenas. Assim, trouxe-o como leitura de férias, pois leio imenso autores estrangeiros e conheço muito pouco do que se escreve (bem) em Portugal.
Confesso que inicialmente, a escrita de Filomena Beja me incomodou. A sua escrita “sincopada, mas firme”, como promete na primeira orelha, deixou-me, inicialmente, desconfortável e a quase desistir da leitura em alguns momentos. Mas a história prendeu-me e o que começou por ser inquietante integrou-se em mim e compreendi que a escrita tinha mesmo que ser assim para contar aquela(s) história(s).
As personagens pegam-se a nós à medida que as vamos descobrindo e que nos vamos envolvendo com elas. As suas perdas são as nossas, os seus enleios são os nossos, as suas (des)aventuras são as nossas.
Filomena Marona Beja conquistou-me. Vou querer ler mais da sua pena.

A luz de Amsterdão: inspirações de uma viajante

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Amsterdão fica tão perto de minha casa como o Porto. Sim. Para ir ao Porto, faço cerca de dez horas de viagem de automóvel (cinco para cada lado) por estrada nacional e autoestrada, com uma ou duas paragens para descanso e um snack. Em três horas, um vôo da TAP deixou-me em Amsterdão, depois de uma viagem de duas horas de automóvel até Lisboa. Valeu a pena. Viajar vale muito a pena, e é a única coisa que podemos comprar que nos torna, efetivamente, mais ricos.

Até há alguns anos, nunca tinha sonhado visitar os países nórdicos, mas uma visita pedagógica à Suécia num Projeto Comenius da escola onde lecionava deu-me uma perspetiva nova destes países e aguçou-me a vontade de conhecer mais. A Holanda entrou na minha lista logo em primeiro lugar devido às imagens que conhecia de revistas de viagens e da televisão.

A preparação da viagem foi quase nula. Tirando a marcação de vôos, de hotel, de táxi de e para o aeroporto, não preparei mais nada. Não quis saber o que visitar, exceto alguns museus. Com o passar do tempo, tenho-me habituado a deixar que as cidades se desvendem, me mostrem o que querem que eu visite e quero, essencialmente, deixar-me deslumbrar.

O facto de não ter procurado imagens do que poderia visitar fez com que cada encontro, cada visita, cada mudança de rua fosse, nesta viagem, uma oportunidade de me deixar encantar por uma cidade muito cosmopolita, muito aberta, muito acolhedora e que aceita a diferença. Não é uma cidade tolerante: tolerar significa “aguentar” (eu tolero-te, mas não quer dizer que gosto de ti). Amsterdão é uma cidade onde nos sentimos completamente integrados, sejamos quem formos, sejamos como formos. Chegámos logo após à Gay Pride Week e os arco-íris ainda iluminavam as ruas da cidade, assim como uma animação e um fervilhar de gente nas ruas. Mas Amsterdão fervilha sempre, em qualquer altura. E apesar da quantidade de visitantes, nunca me senti assoberbada, ou com um sentimento de claustrofobia, porque não havia excesso de pessoas. Foi perfeito.

Em cinco dias, tive bastante tempo para visitar a cidade velha a fundo e deixar-me apaixonar pelas ruas, os canais e o Amstel, o rio que dá nome à cidade. Deixei-me desconstruir no Museu de Arte Moderna, admirei Rembrandt no Rijksmuseum e absorvi as cores e a loucura de Van Gogh no museu com o seu nome. Conheci a cidade por terra e rio, a pé e de barco Hop On Hop Off, experimentei a gastronomia internacional em cafés, bares e restaurantes que nos apareciam pelo caminho e tive no dedo anelar um anel com diamantes no valor de quatro mil e quinhentos euros (no Museu do Diamante). Enfim, vivi Amsterdão em pleno.

As pessoas de Amsterdão – muitas delas não são autóctones – são acolhedoras e fazem-nos sentir especiais, mas sem falsidade. Tratam bem os turistas. Por duas vezes, fui abordada na rua para me cumprimentarem pelos meus vestidos, de uma forma educada, sorridente, simpática, sem segundas intenções. Só porque sim. E apaixonei-me, ah sim, apaixonei-me pela cidade que sinto como o local ideal para se viver. Terá os seus defeitos, como todas as cidades, mas é um local onde todos somos iguais e temos os mesmos direitos.

Um amigo meu diz que se não vivesse na sua aldeia natal (a qual recusa abandonar, mesmo de férias), o único sítio onde se imaginaria a viver era em Sevilha. Pois eu, se algum dia decidir sair de Portugal, será muito provavelmente em Amsterdão que me vejo a viver. Quem sabe…

 

 

A melhor versão de mim mesma

a melhor versão de mim!

As últimas semanas têm sido loucas, quer a nível de trabalho, quer a nível de formação que tenho vindo a fazer. Quase não tenho tido tempo para mais nada, mas guardo sempre uns momentos (longos) para cuidar de mim, senão já sei que o resto não vai funcionar. Às vezes acredito que sou uma super mulher, com super poderes que me permitem fazer tanta coisa que gosto (e outras de que não gosto) quase em simultâneo, e isso traz-me, esta semana, a este post.

Todos nós temos momentos nas nossas vidas em que achamos que estivemos no nosso melhor. Pode ter sido na altura em que estávamos na universidade, pode ser quando fomos promovidos no trabalho, quando tivemos o nosso primeiro filho, entre tantas outras possibilidades.

Qual foi o momento da sua vida em que se sentiu no seu melhor?

Esse sentimento de ser imparável, de ser poderosa, é de extrema importância pois pode funcionar como uma alavanca para potenciar futuros momentos como este e ajudar a resolver momentos em que não se sinta no seu melhor.

Agora pense: quais foram as características que a tornaram simplesmente fantástica naquele momento? O que fez? O que pensou? Como agiu? Em que (ou quem) se inspirou?

Com base nessa reflexão, avalie como foi capaz de usar a sua coragem naquele momento. Sem ela, não teria, com certeza, conseguido.

A sua coragem é capaz de alcançar maravilhas! 

E agora reflita: em novas situações, como seria usar essa coragem para conseguir coisas que ainda não conseguiu? Para enfrentar desafios que se possam cruzar na sua vida? Para resolver um problema atual?

Em cada nova situação, olhar para trás e ver como foi poderosa, pode impulsionar o movimento no sentido de ir além daquilo que julga ser as suas limitações e olhar para as suas potencialidades.

Faça este exercício por escrito. Registe as suas vitórias. Visione as suas potencialidades no futuro. E, claro, seja feliz. Muito feliz. E em cada dia, crie a melhor versão de si mesma.

Ser uma Durona |a importância de ser honesta

DURONA

Hoje celebra-se o dia da honestidade. A origem da palavra vem do latim honos, que remete para uma ideia de dignidade e de honra. Ser honesto significa não mentir e não enganar. Pede-se que sejamos honestos, que sejamos verdadeiros com os as outras pessoas. Mas se nos preocupamos muito em ser honestos com os outros, muitas vezes defraudamo-nos a nós mesmos e não somos honestos connosco próprios.

Durante este mês, a minha leitura esteve dedicada quase totalmente ao livro de Jen Sincero, Tu És Uma Durona (You’re a Badass, no original). Não posso afirmar que tudo o que li me era desconhecido; a verdade é que, mais do que tudo, foi-me importante recordar uma série de ensinamentos que tenho recebido ao longo dos últimos quinze anos. E confrontar-me com as minhas dúvidas, os meus receios e as minhas desistências ao longo do Caminho.

Badass fala-nos de Deus, do poder da manifestação, da nossa fera interior, do medo e – pasme-se – da nossa ligação (ou falta dela) ao dinheiro. Numa série de capítulos muito bem estruturados, leva-nos numa viagem que implica um trabalho efetivo daquilo em que vivemos – o Grande Tédio – àquilo que somos na realidade – exploradores do Grande Filão.

A grande aprendizagem ao longo deste desafio é o auto-amor, a auto-aceitação. Sincero lembra-nos disto a cada final de sub capítulo com um “ame-se a si própria” que, se a princípio nos “irrita”, ao longo do livro começa a fazer parte da nossa atividade, mesmo que inconsciente.

Para acompanhar a leitura do Badass, Jen Sincero oferece-nos, na sua página, um guia de como ser uma verdadeira durona, mesmo para quem não leu o livro. É um bom ponto de partida, mas confesso que vale MESMO a pena ler o livro.

Eis algumas pérolas que decidi sublinhar (a cor de rosa!) durante a minha leitura.

  1. Tem de deixar de querer mudar a sua vida e decidir mudar a sua vida: fazer coisas que nunca imaginou fazer, acreditar em coisas que não consegue ver, ultrapassar os seus medos, falhar uma e outra vez e habituar-se a fazer coisas que não se sente confortável a fazer.

  2. Se quer viver uma vida que nunca viveu, tem de fazer coisas que nunca fez.

  3. O Universo responde com as mesmas vibrações que emitimos. E não se pode enganar o Universo.

  4. Todos os seres humanos nascem com a capacidade de cometer erros grandiosos.

  5. Não desperdice o seu tempo precioso a preocupar-se com aquilo que os outros pensam de si (o que elas pensam sobre sim tem a ver com elas, não consigo).

  6. Saber claramente qual é o seu objetivo único pode representar a diferença entre viver uma vida feliz, realizada e cheia de abundância, escolha e expansividade ou viver no curral confinado da sua própria indecisão e das mesmas velhas desculpas.

  7. Deixe de lado as desculpas e a vergonha por querer ser grande e fabulosa.

  8. O seu trabalho não é saber o como, é saber o quê e estar aberta a descobrir e receber o como.

  9. Rodeie-se de pessoas que pensam como quer pensar.

  10. Não há nada tão imparável como um comboio de carga cheio de motivação.

Há tantas outras coisas que podemos ser e fazer e aprender com este livro. Mas não vou contar mais nada. Vou trabalhar em ser fabulosa e badass o máximo possível. E em ser honesta comigo: com a pessoa fabulosa que sou, com os meus medos, as minhas dúvidas e as minhas motivações mais profundas. E fico a aguardar que faça o mesmo. Por si.

One Story a Month | O Grito

A STORY A MONTH

Uma vez por mês, publico, no blogue, um conto inédito, escrito por mim. Este foi inspirado numa formação que estou a fazer com a Margarida Fonseca Santos, sobre Escrita Criativa. Peguei num conto de 77 palavras e “cresci-o” para se tornar neste GRITO mudo.

Chegou demasiado tarde. O tempo não esperara por si. Viu-a, com aquele ar de dama imperial, com os cabelos grisalhos esvoaçando ao vento, e sentiu uma dor que não conhecera antes. Perdera-a. Pela quinta vez. Se antes, tinham tido “todo o tempo do mundo”, como reza a canção, agora esse mesmo tempo tinha-se esgotado. Mais uma vez, outro chegara antes dele para aquietar o coração dela. E, mais uma vez, a sua impotência matou-o mais um pouco. Calou o grito que lhe devorava as entranhas e entrou no bar. Iria passar o dia a beber gin com limão, para amargar ainda mais o seu dia e, quem sabe, matar-se de dor. Ainda diziam que o amor faz bem.

As tardes de domingo

domingosà tarde

As tardes de domingo podem ser a melhor coisa do mundo ou aquele momento que mais tememos.

Estudos confirmam que o domingo à tarde é a altura da semana em que há mais problemas cardíacos, em que as pessoas ficam mais tristes e deprimidas e em que há mais discussões entre os casais, não por ser domingo, mas porque é véspera de segunda-feira, o primeiro dia de trabalho da semana. Assim, o domingo é bom, porque podemos descansar, mas é menos bom porque no dia seguinte temos que regressar ao trabalho.

Há quem aproveite a tarde de domingo para ir ver um jogo de futebol ao campo da sua localidade, outros preferem dormir uma boa sesta (por vezes a tarde toda!) e outros, ainda, optam por se deitar no sofá a ver as séries ou filmes que estão a passar na televisão. Seja qual for a opção, o importante é que nos faça sentir bem.

Aqui estão dez sugestões para o seu domingo à tarde:

  1. ver um bom filme (no sofá ou no cinema)

  2. dar um passeio pelo campo

  3. ir visitar um lar de idosos

  4. ver um jogo de futebol, de basquetebol, uma corrida,…

  5. participar num evento desportivo

  6. ler um livro completo

  7. ver uma temporada completa de uma série nova

  8. organizar um lanche com amigos

  9. passear com os cães de um amigo ou de um vizinho

  10. arrumar um armário ou uma gaveta que há muito tempo a incomoda